'Grave e inaceitável', diz TJ sobre interferência de advogados em processos
Esquema envolvia uso indevido de senhas de acesso ao sistema do TJ/AL
O presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), Tutmés Airan, classificou como 'grave e inaceitável' a interferência de advogados no Sistema de Automação da Justiça (SAJ), que vinha prejudicando o cumprimento de medidas judiciais sigilosas, como interceptações telefônicas e mandados de prisão.
Em nota, o TJ/AL esclarece que não houve nenhum tipo de invasão ao SAJ e nenhuma alteração em conteúdo processual ou algo compatível. Informa, ainda que, o SAJ possui diversos níveis de auditoria, conseguindo mapear de qual dispositivo a consulta processual via internet foi efetuada.
"O presidente ressalta ainda a sua confiança no trabalho da 2ª Vara Criminal de Maceió, que autorizou a operação e supervisiona as investigações do caso", traz o comunicado.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, que culminou na operação Backdoor, foi constatado que dois profissionais teriam acessado o sistema 91 vezes com as senhas de três Defensores Públicos do Estado de Alagoas, o que causou prejuízo a medidas judiciais em curso.
“Ao longo da investigação em ambiente cibernético foi possível detectar o envolvimento de advogados fazendo uso desse acesso indevido ao sistema, bem como o vazamento das informações para os réus, que acabavam se evadindo sem serem pegos pela polícia”, disse o delegado Thiago Prado.
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