Morre bebê que precisava do 'remédio mais caro do mundo'
Aysha tinha quase 6 meses e família fazia campanha para conseguir medicamento de R$ 11 milhões.
Morreu neste sábado (26), em Americana (SP), a bebê Aysha Goerigk, que tinha Atrofia Muscular Espinhal (AME) e mobilizou uma campanha de arrecadação para tentar importar o remédio mais caro do mundo, que poderia salvá-la.
O comunicado da morte foi feito no perfil do Instagram criado para a campanha de arrecadação. "Tentamos tudo o que foi possível, mas cremos que o tempo de Deus é muito maior do que nosso desejo de tê-la em nossos braços". O velório ocorrerá no Cemitério da Saudade de Americana.
"Pedimos que vocês orem por nós e que Deus nos dê forças pra passarmos por tudo isso", afirma a família.
Aysha nasceu há cerca de cinco meses. Após completar um mês, a mãe, Cristiane Teresinha da Conceição, notou que a filha tinha dificuldade para ganhar peso e a levou ao médico. Com o diagnóstico confirmado, a decisão foi internar a recém-nascida, para que o estado clínico fosse preservado.
A AME interfere na produção de uma proteína essencial para sobrevivência dos neurônios motores. Sem ela, os pacientes perdem o controle e a força dos músculos, têm dificuldade de movimentos e até perdem a capacidade de respirar.
Show em homenagem
Um show marcado para este sábado e que iria arrecadar verba para a importação do remédio foi mantido pela produção. O evento drive-in, que vai contar com músicos sertanejos, de pagode e DJs, agora irá homenagear Aysha.
Segundo o diretor da produtora, Carlos Martins, a ideia é reverter o dinheiro para uma entidade que dá suporte a famílias com membros que tenham AME.
Martins afirmou que a empresa também vai colocar a quantia à disposição dos pais de Aysha, caso eles precisem de auxílio. O evento drive-in está marcado para às 17h na Feira Industrial de Americana (Fidam).
Campanha
O medicamento que a família precisava comprar se chama Zolgensm e foi registrado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em agosto deste ano.
Desde que a criança foi internada, a rotina da mãe se transformou e passou a ser dividida entre um tempo em casa e a maioria do dia no hospital. "Hoje a minha casa é aqui no hospital. Eu estou do lado dela o tempo todo, não fico triste por estar no hospital com ela. A minha prioridade é ficar com ela 24 horas por dia”, disse durante uma entrevista para a EPTV no início de setembro.
A neurologista da Unicamp Marcondes França explicou na reportagem que o tratamento com o Zolgensma é inovador.
"Basicamente, a ideia é a seguinte: você utiliza um vírus e, no lugar do material genético daquele vírus, você coloca o material genético que a criança não consegue produzir. Então você usa o vírus como se fosse um transportador para levar o material genético para diferentes células e tecidos no corpo da criança". Reveja a reportagem abaixo.
Veja também
Últimas notícias
Justiça revoga prisão de suplente acusado de tentar matar vereador em Campo Grande
17ª Parada do Orgulho encerra Semana da Diversidade em Arapiraca
Luciano Barbosa entrega 2º Centro de Saúde ampliado e modernizado em Arapiraca
Prefeitura avança na construção do novo Mercado Público do Jacintinho
Hemoal realiza coleta de sangue e cadastro para doação de medula em Maceió
Flávio Bolsonaro convoca apoiadores para motociata verde e amarelo em Arapiraca
Vídeos e noticias mais lidas
Comandante da PM emociona em homenagem a coronel que morreu após mal súbito
Cliente denuncia demora na entrega de carro após pagar quase R$ 110 mil
ASA vence Goiatuba nos pênaltis e garante acesso á Série C
Abastecimento do Tabuleiro é paralisado para conserto de rompimento em adutora
