Pazuello diz que governo comprará qualquer vacina com registro na Anvisa
Em outubro, Bolsonaro vetou compra de vacina do laboratório chinês e do Instituto Butantan. Nesta segunda, governador João Doria anunciou início da vacinação em SP em 25 de janeiro.
O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou nesta terça-feira (8) em declaração à imprensa no Palácio do Planalto — não foram permitidas perguntas dos jornalistas — que o governo federal comprará qualquer vacina contra a Covid-19 com registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Nesta segunda-feira (8), o governador João Doria (PSDB) anunciou o início da vacinação em São Paulo no dia 25 de janeiro — a vacina é a CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac e pelo Instituto Butantan, cuja proposta de compra pelo governo federal foi vetada pelo presidente Jair Bolsonaro.
"Vale ressaltar que qualquer vacina aprovada e certificada pela Anvisa, será comprada pelo Governo Federal e distribuída para toda a população que desejar ser vacinada. Tenham certeza, que é um compromisso do Governo Federal vacinar todos os que precisam ser imunizados e aqueles que desejarem", disse Pazuello, que mais cedo participou de reunião sobre o assunto com governadores.
Segundo Pazuello, o ministério "acompanha a evolução de imunizantes para Covid-19 em passos acelerados e com total responsabilidade".
Sem se referir a governadores, ele disse que compete ao ministério o planejamento da vacinação em todo o país. "Não podemos dividir o Brasil num momento difícil que todos nós passamos", afirmou.
Após a fala do ministro, o presidente Jair Bolsonaro disse em uma rede social que a vacina não deve ser usada "para fins políticos".
"O Brasil disponibilizará vacinas de forma gratuita e voluntária após COMPROVADA EFICÁCIA E REGISTRO NA ANVISA. Vamos proteger a população respeitando sua liberdade, e não usá-la para fins políticos, colocando sua saúde em risco por conta de projetos pessoais de poder", escreveu o presidente.
Pazuello disse que o Brasil tem 300 milhões de doses de vacinas asseguradas, à espera da conclusão dos testes e de aprovação pela Anvisa.
Dessas 300 milhões de doses, segundo o ministro, 260,4 milhões são do laboratório AstraZenica e da Fundação Oswaldo Cruz (100,4 milhões no primeiro semestre e 160 milhões no segundo) e 42,5 milhões de doses do consórcio internacional Covax-Facility.
De acordo com Pazuello, já foi assinada uma carta de intenções para a aquisição de mais 70 milhões de doses da farmacêutica Pfizer, cuja vacina começou a ser aplicada nesta terça-feira no Reino Unido.
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