Possíveis empreendimentos da Braskem em bairros afetados geram crítica a quem teve que abandonar seu lar
Movimento de moradores chegou a apresentar essa proposta
A notícia de que a petroquímica Braskem, responsável pelo afundamento do solo nos bairros do Pinheiro, Mutange, Bebedouro, Farol e Bom Parto, em Maceió, foi beneficiada no acordo de cooperação, onde terá a autorização para construções imobiliárias após solução do problema, caiu como uma bomba para aqueles que precisaram abandonar suas residências.
Geraldo Castro Vasconcelos, do movimento SOS Pinheiro, informou que já chegaram a apresentar essa hipótese de a mineradora explorar no futuro toda área dos bairros atingidos, cerca de 10 Km2.
“Inclusive, o termo de adesão não existe absolutamente nada. Deveria contemplar clausuras bastante claras para nos proteger dessa expropriação absurda. E, em qualquer caso de contenção do processo de subsidência, que os nossos imóveis retornem imediatamente para a nossa propriedade. Se hoje somos Refugiados Ambientais Urbanos, deve-se a todo processo de gestão do território afetado conduzido pelas autoridades constituídas”, explicou.
“Os “refugiados ambientais”, como têm sido chamados, podem ser compreendidos como todos os habitantes de áreas afetadas por eventos naturais, devido a causas climáticas ou não, que são forçados a abandonarem moradia, trabalho e até a própria família, em virtude, também, de outros acontecimentos imprevistos”. Em nosso caso, fruto de ações antrópicas de origem criminosa.
Caso isso seja possível, os moradores pedem que a Braskem os mantenha em imóveis alugados, e posteriormente recupere os imóveis para que possam reocupá-los com segurança, e assim voltar à normalidade no tecido social.
No acordo envolvendo órgãos de fiscalização, a mineradora está indenizando e comprando os imóveis, tornando-se a nova proprietária.
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