Até agora, Enem 2020 deu prejuízo de mais de R$ 332 milhões
O presidente do Inep, Alexandre Lopes, apresenta detalhes da força-tarefa aplicada para avaliação do resultado do Enem
Cada candidato custa R$ 117 ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A primeira etapa de 2021, realizada no último domingo, 17, foi marcada por uma abstenção sem precedentes (51,5%). Com esses 2,8 milhões de abstenções, o MEC, até agora, perdeu aproximadamente R$ 332,5 milhões.
Mais da metade dos estudantes não realizaram a prova dessa edição para evitar aglomerações e preservar a vida –deles e de seus familiares– em meio à pandemia do novo coronavírus.
Entidades estudantis, como a Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) e a UNE (União Nacional dos Estudantes), além de outras ligadas à educação, pediram o adiamento do exame devido ao grande risco de infecção pela covid-19, mas o Ministério da Educação manteve seu calendário. Mesmo as iniciativas jurídicas, salvo como ocorreu no Amazonas, não conseguiram alterar as datas.
Outras sugestões, como realizar apenas uma prova simplificada neste ano, o que reduziria pela metade o número de estudantes nos locais preparados para receber os estudantes, não foram consideradas pelo MEC, mesmo com a presença da pandemia desde o início de 2020.
Apesar de o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), responsável pela realização do Enem, ter criado regras e divulgado medidas para evitar o contágio pelo vírus, estudantes relataram aglomerações, quebras de protocolos sanitários e salas lotadas. Tudo isso com menos da metade dos inscritos.
MEC
O Enem 2020 é realizado nos dias 17 e 24 de janeiro de 2021 (versão impressa) e em 31 de janeiro e 7 de fevereiro de 2021 (versão digital).
Segundo informado pelo Inep, 5.523.029 estudantes se inscreveram no Enem, mas apenas 2.680.697 (48,5%) compareceram no dia da primeira prova.
No domingo, 17, o ministro classificou o Enem 2020 como um sucesso. Para o ministro da Educação, Milton Ribeiro, o “medo da contaminação” e o “trabalho contrário da mídia” foram os responsáveis pela desistência dos candidatos.
“Gostaria de qualificar o Enem, no meio da crise sanitária, como algo vitorioso para não atrasar mais a vida de milhões de estudantes. Não atrasamos a educação brasileira”, disse o ministro.
“Tivemos uma aplicação tranquila do ponto de vista da segurança sanitária“, afirmou presidente do Inep, Alexandre Lopes. “Houve avaliações e verificações pelos órgãos competentes. Não tivemos nenhum local de prova interditado por questões de saúde. Diante disso, reafirmamos, aqui, o nosso compromisso com a realização de uma prova segura no que diz respeito às questões sanitárias.”
O Inep não respondeu sobre o desperdício de recursos devido à alta abstenção.
Últimas notícias
Laboratório OxeTech Penedo abre inscrições para cursos gratuitos de tecnologia
Justiça condena policiais envolvidos em homicídio e ocultação de cadáver de Davi da Silva
Programa Planta Alagoas beneficia 600 agricultores familiares de Penedo
Câmara Municipal empossa mais sete servidores aprovados no concurso público de 2024
Leonardo Dias denuncia possível greve na Saúde: “infelizmente, não me surpreende”
Jovem suspeito de tentativa de homicídio morre em confronto com a polícia em Colônia Leopoldina
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem morre após complicações de dengue hemorrágica em Arapiraca
Estudantes se formam na Uninassau Arapiraca e descobrem que curso não é reconhecido
Com avanço das obras, novo binário de Arapiraca já recebe sinalização e mobiliários urbanos
