Cantor João Amorim aposta na melancolia do carnaval pandêmico em novo clipe
Lançada na quarta-feira de cinzas, produção foi rodada em galpão de escola de samba de Macapá
Assim como tantos artistas mundo afora, o amapaense João Amorim (35) teve sua carreira duramente impactada pela pandemia da Covid-19. Expoente da cena musical que já deu ao Brasil nomes como Patrícia Bastos (indicada ao Grammy latino em 2017), o cantor e compositor tucuju se preparava para embarcar numa turnê por nove estados da Amazônia.
Ele planejava as filmagens do clipe de “Deusa”, seu terceiro single que fará parte do disco Festa Temporã, quando viu todos os seus planos e projetos profissionais interrompidos por tempo indeterminado. Além da angústia infligida pela pandemia e pelo isolamento, João vivenciou junto com milhares de amapaenses o apagão que deixou o estado sem luz e abastecimento de água por mais de um mês. “No apagão eu tive que esquecer que eu era artista. Eu era o pai de duas crianças de cinco anos que tinha que correr atrás de água e comida para manter a nossa casa”, conta ele.
O lançamento da Lei Aldir Blanc, no ano passado, possibilitou a retomada do trabalho para artistas em todo o país. No caso de João, foi a oportunidade para retomar o sonho de lançar “Deusa”, que chega ao Youtube nesta quarta-feira de cinzas (17). A escolha da data não foi por acaso. O clipe, assim como a música composta em parceria com Danilo José, traduz a nostalgia de um carnaval no mundo sem pandemia.
A caprichada produção foi rodada no galpão da escola Maracatu da Favela, entre as alegorias do desfile de 2020, que serão destruídas nos próximos meses para dar lugar aos adereços do próximo carnaval. A atriz e bailarina Mariana Andrade interpreta a “Deusa” que inspira a canção.
VISUAL ARROJADO
A qualidade técnica e o visual arrojado trazem a marca do audiovisual amapaense, que já desponta entre as novas cenas emergentes do cinema brasileiro contemporâneo. Principal nome do cinema local, Célio Cavalcante Filho assina a direção geral e a direção de fotografia do clipe. “Criar esse mundo com a sua própria luz e realidade alternativa desse ano de não carnaval só foi possível graças a parceria com várias produtoras e profissionais incríveis da nossa cidade. A partir do momento em que se dispõe a se criar um mundo fictício, nesse caso, de um realismo fantástico, você tem que ter subsídios de linguagem que segurem a imersão do espectador, envolvido com a música e as imagens desse mundo louco da cabeça desse homem enfeitiçado, apaixonado, obcecado por essa Deusa”, explica o diretor.
Célio também é diretor de “Amanda”, primeiro longa-metragem comercial feito no Amapá, que tem previsão de lançamento para 2022. “Sinto até vontade de chorar quando penso nessa retomada. É uma coisa que eu tinha sonhado para o ano passado. Ficamos um ano na geladeira. Agora estamos saindo da geladeira com muito talento dessa equipe, com muita força, com muita alegria, todo mundo feliz em participar”, celebra João.
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