Transexual impedida de utilizar o banheiro em Maceió continua sem reposta da justiça
Lanna Hellen foi impedida de utilizar o banheiro de um shopping da capital
Após completar mais de um ano do caso emblemático da transexual, Lanna Hellen, impedida de utilizar o banheiro feminino de um shopping na parte alta de Maceió, o ocorrido continua sem uma sentença definitiva por parte da justiça.
Em busca de respostas, o 7Segundos ouviu a vítima e a sua advogada, Rayanni Mayra, para entender melhor o motivo pelo qual o caso continua sem nenhuma conclusão.
De acordo com Lanna Hellen, a demora se dá pelo fato das provas concretas sobre o ocorrido não terem ainda sido avaliadas pelo Juiz
“Não estamos satisfeitas, porque o Juiz quer apresentar o caso como injúria racial e não se enquadra como injúria racial, se enquadra como racismo mesmo. E os vídeos que foram enviados de todas as testemunhas, de todo o fato ocorrido não chegou até o conhecimento do Juiz, sendo que minha advogada já tinha enviado e eles não receberam isso”, explicou.
Além disso, Lana comentou que a justiça chegou a cogitar arquivar o processo, gerando revolta por parte da vítima e de sua defesa. Após pressão, o caso voltou a ser analisado e segue agora esperando por uma conclusão.

“Estamos na luta, eu estou esperando pela justiça. Que a justiça seja feita porque foi um constrangimento muito grande. Hoje em dia quando eu saio para ir algum lugar, quando eu preciso entrar em algum estabelecimento privado ou público eu tenho um certo receio de poder usar o banheiro eu fico constrangida porque eu não sei se vai acontecer o mesmo ato de discriminação, se alguém vai me olhar estranho ou não, então eu criei um trauma”, lamentou Lana.
Contudo, a luta por justiça ainda não tem previsão para acabar. A advogada de Lanna explicou que está esperando o juiz dar a sentença, conforme a denúncia tipificada pelo Ministério Público, caso contrário, elas irão recorrer.
“Só não vai parar por aqui se o Juiz não seguir o nosso entendimento, se o Juiz der a sentença conforme a tipificação que o ministério público colocou na denúncia, se for contrário ao nosso entendimento, a gente vai recorrer”, explicou Rayanni.
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