Cigarro eletrônico deixa usuário mais vulnerável à Covid, diz estudo
Pesquisadores acreditam que a nicotina contida no fluido deste tipo de cigarro torna as células do pulmão mais suscetíveis à infecção
Pessoas que usam cigarro eletrônico correm maior risco de infecção pelo novo coronavírus, segundo estudo feito por cientistas da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Os resultados preliminares foram publicados no domingo (6/6), em um relatório no portal bioRxiv.
Os autores acreditam que a nicotina contida no fluido do cigarro eletrônico seja responsável por tornar as células pulmonares mais vulneráveis à proteína spike, usada pelo novo coronavírus para se ligar às células e infectá-las. O dispositivo se popularizou entre os adolescentes e os jovens adultos nos últimos anos.
A pesquisa foi realizada com amostras de células que revestem os pulmões. Metade delas foi exposta ao líquido do cigarro eletrônico e, em seguida, todas foram expostas a um vírus inofensivo revestido com a proteína spike do coronavírus.
As taxas mais altas de infecções foram observadas nas células pulmonares que tiveram contato com o fluido do cigarro. “Nossa hipótese é que a nicotina pode ser responsável pelo aumento da ligação à proteína spike e subsequente infecção por pseudovírus”, escreveram os autores.
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