Fim do Observatório: AL perde referência em análise de dados da Covid-19
Pesquisador alerta que ainda há regiões com transmissão descontrolada
No último boletim epidemiológico do “Observatório Alagoano de Políticas Públicas Para o Enfrentamento da Covid-19”, os pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) apontaram que os dados apresentam evidência de controle da transmissão da doença na maior parte do estado.
Com o fim do Observatório, os pesquisadores alertam que, apesar da melhora, Alagoas ainda apresenta números altos e há regiões em que a transmissão ainda está descontrolada; é o caso de Arapiraca e os municípios do Sertão.
O 7Segundos conversou com o coordenador do Observatório, Gabriel Bádue, para saber como foi esse pouco mais de um ano de trabalho e qual deve ser rumo da evolução da doença daqui para frente.
“Acreditamos que com o avanço da vacinação, combinado com os demais cuidados que ainda devemos ter para evitar reviravoltas, devemos continuar observando redução dos principais indicadores ao longo das próximas semanas, em especial da ocupação hospitalar. No entanto, ressaltamos que esta situação não é homogênea em todas as regiões do estado, o que exige um acompanhamento e ações pontuais para o controle nas localidades que ainda apresentam transmissão descontrolada”.
Gabriel Bádue explica que não há interlocução direta com o poder público, mas dado o impacto do boletim na sociedade em geral, os pesquisadores acreditam que o trabalho ajudou para a reflexão, análise ou tomada de decisão dos gestores públicos alagoanos.
“Tivemos um retorno muito positivo da população em geral, que por meio de nossas redes sociais e canais oficiais interagiram de forma muito positiva, apresentando críticas ou sugestões e solicitando esclarecimentos. Além disso, acreditamos que a imprensa teve um papel muito importante na divulgação dos relatórios, culminando na difusão da informação sobre a pandemia em Alagoas”.
Vinculado a Faculdade de Nutrição, o prazo final de execução do projeto de extensão já estava no fim quando os pesquisadores decidiram não prorrogar por mais um período, e sim encerrar as atividades.
“Dada a sobrecarga de trabalho, já que essa é uma das muitas atividades sob nossa responsabilidade, somada à ausência de qualquer apoio institucional, o qual poderia viabilizar uma estrutura mais adequada para a continuidade do trabalho, optamos pela segunda opção. A decisão de encerrar a produção dos relatórios não foi fácil, dado o impacto e o retorno que tivemos da sociedade ao longo do período da realização do trabalho”.
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