Sérgio Reis nega ter participado da organização de atos antidemocráticos
Cantor prestou depoimento na quarta-feira enquanto estava no hospital.
O cantor Sérgio Reis negou à Polícia Federal ter participado da convocação de ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal. Reis prestou depoimento nesta quarta-feira (26) a investigadores da PF, como parte do inquérito que apura a organização de atos antidemocráticos.
Ele falou por meio de videoconferência, do hospital onde estava, em Brasília. A informação foi publicada pelo jornal "O Globo". A TV Globo também conversou com fontes que têm acesso à investigação.
O cantor foi alvo de busca e apreensão na última sexta (20), a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e por autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Aos investigadores, o cantor disse que não participou de movimentos antidemocráticos e nem quis convocar ataques aos ministros do STF.
Nas redes sociais, circulou um áudio em que Sérgio Reis defendia a paralisação de caminhoneiros para pressionar o Senado e afastar ministros do STF. A gravação (vídeo abaixo) foi um dos motivos pelos quais a PGR pediu a abertura de investigação do caso.
Também nesta quarta-feira, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Antonio Galvan, prestou depoimento à Polícia Federal.
Em entrevista coletiva concedida nesta quinta (26), Galvan disse aos investigadores que não fez nada de ilícito.
“Nosso movimento nunca compactuou com depredação ou ameaça. Nós defendemos o direito de ir e de vir e de falar”, disse Galvan a jornalistas.
Ele foi alvo de mandado de busca e apreensão expedidos pelo STF dentro do mesmo inquérito de Sérgio Reis, no qual ele também é investigado.
Segundo a decisão do ministro Alexandre de Moraes, Galvan e outros investigados têm convocado a população a praticar "atos criminosos e violentos de protesto".
A decisão do ministro diz ainda que, no último dia 13, uma associação de produtores rurais sediou um encontro em que Sérgio Reis faz cobranças em "tom de ameaça" aos ministros do STF.
Para a próxima segunda-feira (30), está marcado o depoimento do deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ), também alvo da operação contra manifestações antidemocráticas.
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