Na contramão da Petrobras, Alagoas tem o 8° menor preço da gasolina no Brasil e 2° do NE
Em uma década, veja como a política da Petrobras interferiu no preço dos combustíveis no Estado
Os preços da gasolina e do gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, no Brasil, caminham para atingir, em novembro, os patamares mais altos deste século, tanto em valores nominais quanto reais (ajustado à inflação), deste século, aponta o monitor de preços do Observatório Social da Petrobras (OSP).
Em Alagoas, em comparação com os últimos dez anos, a gasolina teve um aumento de 57,3% e o gás de 61,80%. Os dados compararam os preços médios de cada ano.
Em 2011 a gasolina era vendida no preço médio de R$ 2,67, em dez anos, teve um pulo de R$ 3,59, chegando a R$6,26. Já o preço médio do gás há uma década era de R$ 38,38, aumentando R$62,02, comercializado por R$100,35 agora.
A política de preços da Petrobras é um assunto quente na pauta política. O PPI (preço de paridade de importação) reflete os custos totais para internalizar um produto. É uma referência calculada com base no preço de aquisição do combustível, acrescido dos custos logísticos até o polo de entrega do derivado, mais margens.
Apesar das altas frequentes nos combustíveis, em consequência dos reajustes praticados pela Petrobras, Alagoas tem atualmente o 2º menor preço médio de gasolina comum do Nordeste e o oitavo do Brasil. O preço médio ponderado ao consumidor final (PMPF) a ser adotado a partir de 1º de novembro no estado é de R$ 6,0151 por litro.
O percentual do ICMS não sofre aumento pelo Governo de Alagoas há mais de cinco anos, desde 2016. A última alteração na carga tributária foi feita em 2015. Os 29% estão alinhados com a média das alíquotas dos demais estados do Nordeste, onde o percentual variava de 27% a 30,5% em agosto deste ano. Já a política de preços da Petrobras elevou em 80% o custo da gasolina em Alagoas entre 2016 e 2021.
O uso da paridade se justifica, entre seus defensores, pela condição de dependência das importações. Embora o Brasil seja um grande exportador de petróleo, o país não é autossuficiente na produção de derivados. A paridade traz, portanto, um equilíbrio entre preço de venda e o preço de compra do derivado, de forma a garantir que a Petrobras não perca dinheiro com importações e que haja concorrência no setor.
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