Carioca ganha bolsa para jogar Fortnite por universidade na Flórida
Guilherme Mannarino vai estudar engenharia de computação na UCF e fará parte do time de e-sports da instituição
A habilidade no Fortnite levou um estudante carioca a ser aprovado em 32 universidades nos Estados Unidos. Guilherme Mannarino, de 17 anos, aplicou para instituições estrangeiras de olho nos times de e-sports dos “colleges” e obteve bolsa integral em três delas. Acabou optando pela UCF, a Universidade da Flórida Central, em Orlando, onde estudará engenharia da computação.
Fortnite é um jogo de tiro no estilo “battle royale”, em que o último que sobrar, depois de eliminar dezenas de rivais, vence. O game foi lançado em 2017 e no ano seguinte, na Copa da Rússia, foi inspiração para a comemoração de gols. Com frequência, a Epic Games lança “skins”, ou personagens jogáveis, como o Chapolin Colorado.
O embarque de Guilherme para Orlando será no segundo semestre do ano que vem.
“As faculdades me ofereceram bolsa para representar os times de e-sports delas, no caso, e eu poderia escolher qualquer tipo de curso que estivesse disponível. Qualquer uma que eu fosse, eu poderia escolher engenharia da computação”, explica o estudante.
Em entrevista ao g1, Guilherme contou que, no início do ano, se planejava para prestar o Enem, visando à PUC-Rio e à UFRJ (assista acima).
“Eu fui pegar a primeira vez no lápis para começar a estudar, foi quando eu senti que aquilo não era para mim. Que eu estava fazendo algo que eu não ia ficar satisfeito, que eu não ia estar feliz comigo mesmo”, recordou.
“Foi daí que eu comecei a pesquisar de estudar lá fora”, emendou. Ele achou no Instagram um jovem que tinha ganhado bolsa no exterior e aprendeu o caminho das pedras.
“Existem vários sites nos Estados Unidos, onde você pode encontrar os técnicos [de e-sports] das faculdades. Você tem que correr muito atrás”, destacou.
“Esse ramo nas universidades começou há cinco anos, é algo muito novo, não muito divulgado aqui no Brasil”, afirmou.
‘Rotina balanceada’
Um dia normal para Guilherme tem cinco horas de treino no Fortnite — mas só depois das três horas de estudo, no Franco-Brasileiro.
“É o que eu sempre digo às pessoas que vêm falar comigo: nunca deixem de estudar. Estudar é coisa principal, sempre. Se você quer o mundo dos e-sports, a sua primeira opção tem que ser o estudo”, frisou.
Guilherme também pratica exercícios físicos: ora levanta halteres, ora corre no bairro. Ele também treina o reflexo, seja em sites específicos, seja no “modo analógico”, com bolinhas.
O gamer destaca ainda “ter uma alimentação saudável e uma saúde mental boa”.
É no fim da tarde, depois da aula, que Guilherme começa a treinar Fortnite.
“Eu entro no jogo, ou, dependendo do dia, analiso partidas que eu e minha equipe fizemos, fazemos treinamentos. Tem análise do que a gente errou, para a gente consertar”, narrou.
“Mais para a noite, quando acaba o treino, procuro estudar inglês, até porque precisa muito para conseguir a nota para aprovação, que é o principal para eles”, lembrou.
Contra o ‘tabu’
Guilherme citou também “um tabu muito grande” em torno dos e-sports.
“Hoje em dia, mesmo a gente estando no século da tecnologia, tudo sendo em torno da tecnologia, ainda existe um tabu muito grande em torno desse mundo”, afirmou.
“O que falta no Brasil é muito investimento nessa área, incentivo também, e chegar informações às pessoas que são do passado que esse é o mundo novo. São oportunidades novas, o mundo mudou. Agora é uma nova era”, disse.
Na opinião do aluno do Colégio Franco-Brasileiro, no Brasil falta, principalmente, informação sobre o universo dos games.
“Seria legal os pais terem mais informação sobre isso e mostrar ao mundo o que tem ao redor dele. São inúmeras as possibilidades que você pode desfrutar com sua dedicação. Falta, muitas vezes, informação. Poderia, por exemplo, ter na internet mais informação sobre este mundo”, destaca Guilherme.
O estudante disse ainda que “há uma enorme diferença entre Brasil e EUA nos e-sports”.
“Aqui estamos muito atrás. Lá muitas faculdades oferecem a melhor infraestrutura. Aqui nunca vi algo parecido. Aqui um bom computador custa em torno de R$ 7 mil, nem todo mundo tem esse dinheiro. Lá há incentivo, as faculdades têm clubes para incentivar isso”, compara.
O futuro aluno da UCF também é grato ao colégio onde se formou:
“O Franco me proporcionou um aprendizado de ponta, com professores altamente qualificados que me ajudaram na formação da pessoa e intelecto que tenho”, analisa o estudante.
Veja também
Últimas notícias
Tiroteio em pousada na Pajuçara acaba em pânico e hóspede preso em Maceió
Manobra com Renan Filho no Senado favorece aprovação de Messias ao STF
Fuga de suspeito de estupro no Agreste de AL vira briga entre deputado e advogada
Ex-reeducando é assassinado com tiros na cabeça no bairro Jacintinho
Lagoa da Canoa participa de Encontro Regional da Primeira Infância no SUAS em Salvador
Prefeitura inscreve ambulantes para a venda de flores nos cemitérios de Maceió
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Ciclista morre após ser atingida por carro e ser atropelada por caminhão em Arapiraca
Jovem morre após complicações de dengue hemorrágica em Arapiraca
Estudantes se formam na Uninassau Arapiraca e descobrem que curso não é reconhecido
