Conselho de saúde defende passaporte de vacina em Alagoas
Membros do conselho decidiram medida durante uma reunião
O presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Alagoas (Cosems), Rodrigo Buarque, vice-presidente da Região Nordeste do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) foi enfático em defender a exigência do passaporte vacinal como forma de proteger a população, considerando o fato do Estado ser um dos destinos turísticos mais procurados do país e que está recebendo inúmeros turistas nos cruzeiros.
“O passaporte deve ser exigido porque assegura que o turista venha e volte ao seu Estado de origem com segurança e sem colocar em risco a saúde da coletividade”, reforçou Rodrigo. Segundo ele, Alagoas tem 75% da população imunizada com a segunda dose e dose única, mas que o surgimento de novas cepas provocou a descrença de que a terceira dose não faria efeito contra as novas variantes da Covid-19.
“O Cosems/AL tem orientado os gestores para que usem os meios de comunicação para combater os fake News que atrapalham a eficácia e credibilidade do processo de imunização”, afirmou. O presidente do Conselho de Secretarias de Saúde do Mato Grosso do Sul, Rogério Leite, coordenou as discussões sobre o assunto na live de hoje à tarde, cujo tema foi Passaporte da Vacina, aspectos legais e técnicos.
Na ocasião, a promotora de Justiça Ana Cristina Carneiro, afirmou que é necessário a adoção de alternativas indiretas para levar o cidadão a se vacinar contra a Covid-19, a exemplo da exigência do passaporte vacinal para acesso a determinados eventos culturais ou de entretenimento. O desembargador do Tribunal de Justiça do MS, Nélio Stábile, afirmou que diante de calamidade pública é legal criar mecanismos como o passaporte vacinal.
“Não só o atestado vacinal é necessário, mas o atestado ou laudo de que o indivíduo está imunizado", ressaltou ele, acrescentando que o passaporte é medida eficaz nesta luta contra a pandemia.
Já o representante do Conselho Estadual de Saúde do MS, Ricardo Bueno, afirmou que ciência não se pode questionar e que o direito individual não pode se sobrepor ao coletivo.
A secretária adjunta da SES do MS Christinne Mayone ventilou a possibilidade de se colocar uma banca de vacinação às portas dos shows. Segundo ela, é desconhecida a correlação da ingestão da bebida alcoólica e a vacinação contra a Covid-19
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