Rodrigo Cunha pede distribuição gratuita de autotestes de Covid-19 pelo SUS
Já à venda em farmácias e supermercados na em países da Europa, como Portugal, o autoteste custa, em média, € 3 (cerca de R$ 20)
O senador Rodrigo Cunha (PSDB) defendeu nesta sexta-feira (28) o fornecimento gratuito pelo SUS (Sistema Único de Saúde) dos autotestes de Covid-19. “Agora que foi aprovado pela Anvisa, precisamos ampliar o acesso ao autoteste e o ideal é que todo o cidadão brasileiro, especialmente os de baixa renda, tivesse acesso a esta tecnologia de modo gratuito pelo SUS. Os casos de Covid-19 voltam a subir e testar em massa a população voltou a ser um desafio para todos. Vamos levar para Brasília este pleito. O governo federal precisa fazer algo para levar aos postos de saúde estes autotestes de modo gratuito. Todo o esforço deve ser feito para conter e para nos livrar definitivamente desta pandemia”, disse o senador.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acabou de autorizar o uso de autotestes de Covid-19 no Brasil. A decisão aconteceu nessa sexta-feira após votação da Diretoria Colegiada da agência a partir da análise da solicitação e envio de informações complementares pelo Ministério da Saúde. A autorização permite a comercialização dos testes em farmácias e estabelecimentos de saúde. Os exames, que podem ser feitos em casa, permitem realizar o acompanhamento das condições da doença. No entanto, os testes não são conclusivos para o diagnóstico segundo a Anvisa.
“Mesmo assim, estes autotestes, se foram aprovados pela Anvisa, tem o respaldo para serem usados e para seus resultados servirem como parâmetro no controle da disseminação do coronavírus. O Ministério da Saúde diz não ser favorável à distribuição gratuita pelo SUS, mas neste momento em que o mundo precisa por fim à pandemia não podemos somente tornar acessível os autotestes para quem pode pagar. A imensa maioria dos brasileiros não tem plano privado de saúde. O país enfrenta uma grave crise econômica. Por isso, cabe ao governo buscar meios para viabilizar esta distribuição nos postos, assim como já é feito com medicamentos e com as vacinas, principalmente para os mais carentes”, destacou Rodrigo Cunha.
Já à venda em farmácias e supermercados na em países da Europa, como Portugal, o autoteste custa, em média, € 3 (cerca de R$ 20). Ele é parecido com o teste rápido, mas pode ser feito por leigos, em casa. O kit vem com um dispositivo de teste, tampão de extração, filtro e o swab –uma espécie de cotonete usado para a coleta nasal, a mais comum. Com a aprovação da Anvisa, cada empresa interessada em comercializar sua versão do produto precisa pedir o registro junto à agência, que vai analisar cada solicitação. A Anvisa informou que espera ter os primeiros produtos aprovados em fevereiro.
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