Nível de confiança do empresário maceioense cresce 30%
Uma pesquisa feita pela Fecomércio avaliou o nível de confiança da categoria
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Fecomércio Alagoas, em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) demonstrou um crescimento de 30,7% de maio a setembro de 2021, no Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) de Maceió.
Em janeiro, com 128,1 pontos, o índice, que aponta para um patamar levemente inferior ao período pré-pandemia (queda de 1,8% em relação ao mesmo período de 2020), apresentou uma alta de 10,5%, na comparação anual.
A partir de maio de 2021, quando o levantamento indicava 98,9 pontos, em período que coincidiu com o avanço da vacinação, o ICEC apresentou uma retomada da confiança do empresário mês após mês, alcançando, em setembro, 129,3 pontos. Para o assessor econômico da Fecomércio AL, Victor Hortencio, esse contexto ajudou a criar, no final do ano, condições mais seguras para o funcionamento das empresas alagoanas, abrandando os sintomas da Covid e reduzindo os casos mais graves da doença.
Contudo, apesar do quadro de estabilidade que se estende desde setembro, Hortencio pontua que o ano de 2022 foi iniciado com um aumento exponencial nos casos de sintomas gripais, o que, segundo o economista, se configura como um alerta para a importância dos cuidados sanitários e de distanciamento social. “O cenário mais otimista se mostra como um ensaio de estabilidade para o ano. Mas agora também estamos tendo que lidar com os desafios impostos pela nova variante Ômicron e suas repercussões na saúde pública e na economia nacional”, observou.
Hortencio ressalta que o cenário de momento, que tem sido marcado pela inflação de dois dígitos e pela alta nas taxas de juros (base para a tomada de crédito), exerce pressão sobre os custos de produção de alguns setores e, consequentemente, acaba aumentando o custo de vida da população. Por outro lado, entre os fatores favoráveis para a manutenção da estabilidade do índice, frente a preocupação com o aumento no número de infecções, o economista destaca a alta temporada do turismo, já típica no mês de janeiro, e o período de volta às aulas, que, habitualmente, movimentam bastante o comércio.
PREOCUPAÇÃO
Na variação mensal, apenas um subíndice (Expectativa do Empresário do Comércio, com queda de 1,9%) apresentou variação negativa. Para o economista, esse resultado pode ter como causa a preocupação com as consequências da ausência dos festejos oficiais de carnaval por mais um ano (período que costumava registrar aquecimento das vendas) e a pressão exercida pelos aumentos sucessivos no preço de produtos essenciais, como o combustível e o gás de cozinha.
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