Intenção de consumo das famílias de Maceió volta a crescer após meses
Pesquisa foi realizada pela Fecomércio Alagoas
O Instituto Fecomércio Alagoas, em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), realizou uma pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias de Maceió (ICF) e identificou uma marca de 101,4 pontos registrados em Janeiro de 2022. Um resultado como esse, considerado como de patamar otimista (superior aos 100 pontos), não era visto desde abril de 2020, quando o índice registrou 103,3 pontos.
O levantamento, que mensura o grau de satisfação em termos de emprego, renda e capacidade de consumo, de abril de 2020 a agosto de 2021 (89,3 pontos), chegou a sofrer uma queda de 13,5%, quando então reverteu a tendência de baixa e iniciou uma trajetória ascendente nos cinco meses seguintes, com crescimento de 13,1%.
Na variação mensal, ao analisar os subíndices, nota-se que todos apresentaram variação positiva. Entre os destaques está o subíndice “Nível de Consumo Atual”, que obteve a maior variação, com um incremento de 11,9% quando comparado com dezembro. De acordo com o assessor econômico da Fecomércio AL, Victor Hortencio, esse registro indica que as famílias estão propensas a aumentar o consumo no início do ano, o que é corroborado pelo aumento de 10,7% em “Perspectiva de Consumo”. “Isso é um reflexo de que os consumidores começaram 2022 mais confiantes, o que pode ser explicado, talvez, pela volta à normalidade das atividades comerciais”, ressaltou.
Com uma elevação de 3%, o subíndice “Emprego Atual”, por sua vez, reflete o saldo de empregabilidade positivo visto no segundo semestre de 2021. Entre admissões e desligamentos, segundo o CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), Maceió registrou 8.916 novos postos de trabalhos preenchidos.
O subíndice que apresentou o crescimento menos expressivo, de 2,3%, foi o de “Acesso ao Crédito”. Segundo o assessor econômico, um dos aspectos que pode ter influenciado significativamente nesse contexto é a escalada recente dos juros, balizada pela taxa Selic e definida pelo Banco Central, que já alcançou os dois dígitos (10,25% a.a.). “A alta dos juros afeta diretamente a tomada de empréstimos de toda a natureza, ancorando, portanto, uma decolada mais robusta do fator crédito”, explicou.
Para Hortencio, o cenário demonstrado no resultado de janeiro do ICF aponta para um salto qualitativo nas expectativas dos consumidores, movimento que converge com o otimismo dos empresários maceioenses, conforme observado no Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) do mesmo mês. “Todavia, a pandemia de Covid-19 ainda não terminou e o surto de novos casos de infecções causadas pela variante Ômicron tende a gerar um impacto relevante no planejamento das empresas e no consumo das famílias”, observou.
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