Após divulgar imagens, polícia prende suspeito e esclarece homicídio em lava-jato
Segundo delegado Fábio Costa, autor confessou assassinato, sob a alegação de que era ameaçado pela vítima após uma briga de trânsito
Com a prisão de um servente de pedreiro, de 30 anos, a Polícia Civil esclareceu o assassinato do jovem Jamerson dos Santos Oliveira, de 19 anos, ocorrido no dia 7 de fevereiro deste ano, no Lava-Jato Duforno, no bairro de Santa Lúcia, em Maceió. O suspeito foi identificado após a divulgação de imagens de câmeras de segurança que mostravam a movimentação no estabelecimento.
A vítima estava trabalhando quando foi surpreendida pelos disparos, sem chance de se defender.
O circuito interno de segurança captou o momento exato em que ocorreu o assassinato. No vídeo, repassado pela polícia, é possível ver que o suspeito chega ao local a pé, vai em direção ao funcionário e efetua os disparos. Em seguida, sai, retornando alguns instantes após para confirmar a morte.
De acordo com o delegado Fábio Costa, responsável pela investigação, o suspeito confessou ser o autor do homicídio. Em depoimento, alegou que se sentia ameaçado por Jamerson.
"Sobre a motivação, o autor disse que, duas semanas antes do crime, teve uma discussão de trânsito com a vítima quando chegava em casa, no bairro de Chã da Jaqueira. Disse que Jamerson teria colidido a motocicleta Bros que tinha na cinquentinha do suspeito. Após este fato, o suspeito disse que foi ameaçado de morte pela vítima e, por isso, decidiu se antecipar aos fatos", relatou o delegado.
O suspeito disse, em depoimento, que planejou o homicídio. Para isso, começou a vigiar a rotina de Jamerson, descobrindo o local onde ele morava e trabalhava. No dia do crime, revelou que saiu de casa cedo, alegando para esposa que faria um "bico", e deixou a bicicleta próximo ao lava-jato. Seguiu até o local a pé e, ao avistar o jovem, confessou que atirou três vezes o atingindo pelas costas.
Ainda conforme o delegado, o autor revelou que o revólver do calibre 32, usado no assassinato, foi jogado em um contêiner.
"Ele disse que comprou a arma por R$ 500, em uma feira livre no município de Atalaia, enquanto trabalhava como vigilante numa usina. Contou que deixou o emprego em 2016, mas decidiu não se desfazer do revólver, deixando-o escondido na casa da tia em uma parede falsa todos estes anos, naquela cidade. Oito dias antes do crime, já decidido a matar Jamerson, falou que foi até lá, pegou a arma e a enterrou em uma grota no conjunto Luiz Pedro, para utilizá-la somente no dia 7 de fevereiro de 2022", comentou Fábio Costa.
O servente de pedreiro já havia sido preso duas vezes, uma por tráfico de drogas e outra por tentativa de homicídio.
O mandado de prisão preventiva, expedido pelo Poder Judiciário, foi cumprido semana passada. Ele foi indiciado por homicídio qualificado, por utilizar recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
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