Boletim aponta quais zoonoses e doenças transmissíveis mais afetam áreas indígenas em Alagoas
De acordo com os dados divulgados pela pesquisa, já foram registradas tracoma, tungíase e leishmanioses
A Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde (MS), divulgou, nesta sexta-feira (22), o Boletim Epidemiológico sobre zoonoses nas áreas indígenas do Brasil. A pesquisa aponta casos em diferentes Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs)
De acordo com os dados da pesquisa, as 30 aldeias presentes na região entre Alagoas e Pernambuco tiveram registros de doenças como tracoma, leishmaniose visceral, leishmaniose tegumentar e tungíase.
Apesar disso, o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) da região de Alagoas/Pernambuco apontou poucos casos gerais das enfermidades, além da total ausência de casos de algumas outras doenças abordadas pelo boletim.
Confira os casos:
Tracoma
De acordo com o boletim, a doença é uma das causas de cegueira evitável de origem infecciosa do mundo, sendo a responsável por prejudicar a visão de 1.9 milhões de pessoas.
A doença, que é causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, marcou os indígenas alagoanos de forma esporádica entre os anos de 2000 a 2020, o que levou a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), a considerar o DSEI do estado como “silencioso”.
Leishmaniose visceral
A pesquisa apontou um total de 225 casos da doença entre os indígenas do Brasil no período entre 2015 a 2019, com a maioria dos casos sendo registrados no Maranhão, que contou com 44% dos infectados do país.
Já Alagoas registrou apenas um contaminado nesse mesmo período.
Leishmaniose tegumentar
No caso da tegumentar, que representa um menor grau de mortalidade se comparada à visceral, houve mais casos. O boletim apontou 3.092 contaminações entre os indígenas no Brasil.
Apesar do maior número de infectados, o DSEI alagoano mostrou que apenas sete destes foram pelo estado. Sendo o Mato Grosso a região com o maior número de casos confirmados (941).
Tungíase
A doença conhecida como "bicho-de pé" é apontada como uma enfermidade que acontece geralmente em zonas remotas, como comunidades indígenas.
Do total de 1.764 casos registrados entre os indígenas brasileiros entre 2016 e 2021, apenas dois foram confirmados em terras alagoanas, sendo um caso registrado em 2018 e outro no ano passado.
Estagiário sob supervisão*
Últimas notícias
Entrevista do presidente Lula na Globo: veja quando e onde assistir
Alcolumbre anuncia votação da PEC da Segurança Pública para esta quinta
SMTT de Rio Largo esclarece mudanças no trânsito no Complexo Brasil Novo
Empresa de energia solar que atua em Palmeira é alvo de investigação por fraude
Polícia investiga fraude de até R$ 600 mil em empresa de energia solar em AL
Maragogi terá programação especial em comemoração ao Dia das Crianças
Vídeos e noticias mais lidas
Merendeira é homenageada por equipe de escola em despedida
[Vídeo] Chuvas abrem cratera e motoristas correm riscos na AL-101 Norte
Táxi de Arapiraca fica submerso após avanço da correnteza na Praia do Peba
Confira o que abre e fecha em Alagoas no feriado desta quarta-feira (16)
