Justiça condena pastor alagoano que "orou" pela morte de Paulo Gustavo
A pena de reclusão de 2 anos e 9 meses de prisão, inicialmente em regime aberto, foi convertida em prestação de serviços à comunidade
Na última segunda-feira (25), a Justiça de Alagoas condenou pelo crime de racismo o pastor José Olímpio, da Igreja Assembleia de Deus, que em maio do ano passado, publicou nas redes sociais que iria orar pela morte do ator e humorista Paulo Gustavo, quando o artista ainda estava internado em estado grave com Covid-19.
O juiz Ygor Vieira de Figueirêdo disse que a conduta preconceituosa do pastor foi feita diante da orientação sexual do artista. "No caso em apreço, diante das evidências existentes nos autos, da foto escolhida para a postagem e do reconhecimento nacional do qual gozava o ator, inclusive por seu engajamento na pauta da comunidade LGBQTIA+, o tom discriminatório é cristalino, motivo pelo qual resta demonstrada que a conduta preconceituosa foi feita em virtude da orientação sexual do senhor Paulo Gustavo".
O magistrado afirma que a intenção do réu fica evidente no post feito em sua rede social, contrariando a tese defendida pelo seu advogado na ação.
A pena de reclusão de 2 anos e 9 meses de prisão, inicialmente em regime aberto, foi convertida em prestação de serviços à comunidade.
Paulo Gustavo se internou no dia 13 de março do ano passado, no Hospital Copa Star, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, e faleceu no dia 04 de maio após o estado de saúde piorar em decorrência da covid-19.
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