Jó apela para governador desistir de ação contra redução do ICMS e lembra que diminuição já poderia ter ocorrido há anos
Deputada afirma que redução da alíquota beneficia alagoanos
Em vídeo divulgado nas redes sociais neste sábado (2), a deputada estadual Jó Pereira (PSDB) apelou para que o governador-tampão Paulo Dantas (MDB) desista da ação movida pelo Governo do Estado junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a lei, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada no dia 28 de junho, pelo Governo Federal, reduzindo a alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) cobrada pelos estados sobre itens essenciais, como combustíveis, energia elétrica, transporte coletivo e comunicações.
Conforme a Lei Complementar 192/2022, estados e o Distrito Federal não podem cobrar mais de 17% ou 18% - dependendo de cada ente da federação - de ICMS sobre esses bens e serviços.
Lembrando que o decreto só foi assinado ontem (1 de julho) por Paulo Dantas, por força da lei que ele questiona no STF, Jó Pereira pediu para que o Estado desista da ação na Justiça e continue aplicando a redução da alíquota do ICMS, que irá beneficiar milhares de alagoanas e alagoanos.
A deputada também falou um pouco sobre sua luta, na Assembleia Legislativa, para contribuir para que o combustível não pese tanto no bolso dos alagoanos e alagoanas: “Na atuação parlamentar, nós podemos indicar e solicitar ao Governo do Estado que ajude os consumidores em tempos como esses que vivemos… Há muito tempo venho alertando que o estado de Alagoas poderia diminuir o ICMS, pirncipalmente sobre os combustíveis, com alguns gestos, como revendo a forma de cálculo do Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF). Em Alagoas, essa média é maior que o valor médio da Agência Nacional de Petróleo. Indiquei essa revisão, mas infelizmente o estado nada fez”.
Jó prosseguiu falando que argumentou ainda sobre o propagado ajuste fiscal, que permitiu que o estado promovesse equilíbrio de suas contas e possibilitasse reserva de caixa e controle de gastos, oriundo inclusive do aumento de impostos aprovado em 2015, por solicitação do ex-governador Renan Filho, em seu primeiro ano de governo.
"Nesse sentido, mostrei que o estado de Alagoas deveria dar sua contribuição para reduzir o preço do combustível, do gás e da energia elétrica, a exemplo do que já fizeram outros estados, como Roraima, São Paulo e Goiás”, pontuou.
“Vamos todas e todos exigir a redução desse preço que historicamente sempre foi tão alto em Alagoas e agora está pesando ainda mais em nossos bolsos”, concluiu a parlamentar.
Sobre a ADI
Segundo o STF, na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7195, os governadores de Alagoas e de mais 11 estados, além do DF, pedem a suspenção, em caráter liminar, da Lei Complementar 192/2022. A ministra Rosa Weber é a relatora da ADI, aberta logo depois de estados como São Paulo e Goiás se adiantarem e limitarem suas alíquotas de ICMS sobre combustíveis.
Últimas notícias
Lula cita Inconfidência Mineira ao criticar clã Bolsonaro e fala gera polêmica
Com força em Maceió e no interior, Ceci cresce nos bastidores e entra no radar da disputa pela ALE
Alfredo Gaspar destaca força das mulheres durante encontro que reuniu lideranças femininas em Maceió
Homem que teria iniciado vaias no Maracanã manda recado para Virginia
Turista provoca revolta ao espalhar cinzas do marido em ilha grega
Abin quebra silêncio sobre suposto contato com influencer que viu Ovni
Vídeos e noticias mais lidas
Jovem é expulso após ser flagrado se masturbando dentro de academia de Arapiraca
Prefeitura anuncia inauguração da avenida Senador Benedito de Lira com Raí Saia Rodada
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
Fernando Barbosa, fundador do tradicional Bar do Caldinho, morre aos 76 anos em Arapiraca
