Abrigados recebem apoio e atendimento de psicólogos e assistentes sociais da rede municipal de ensino
São mais de 100 profissionais distribuídos nas nove escolas que estão servindo de apoio às vítimas da enchente
Após perderem suas casas e pertences durante a enchente causada pelas fortes chuvas que assolam Maceió, as famílias que estão abrigadas nas escolas do Município estão sendo assistidas e orientadas pelos psicólogos e assistentes sociais da rede municipal de ensino.
São 57 psicólogos e 50 assistentes sociais distribuídos em nove unidades educacionais, que estão servindo de abrigo, desempenhando suas funções fundamentais neste momento.
A Escola Municipal Rui Palmeira, no Vergel do Lago, está atendendo cerca de 700 desabrigados por dia, oferecendo refeições diárias e entregando donativos. Rosa Tibéria é psicóloga lotada na unidade e conta do trabalho desenvolvido neste momento.
“A demanda aqui é a de assistência imediata. Alimentação, lugar para dormir e roupas. O trabalho aqui é em conjunto com as assistentes sociais fazendo as identificações das famílias, orientando sobre a distribuição das doações. Então, a gente está trabalhando a psicologia e assistência social nessa linha de frente ajudando a escola e a comunidade”, explicou.
A psicóloga também falou do suporte emocional dado aos desabrigados. “Estamos também fazendo momentos de escutas para identificação de demandas emocionais e de saúde. Por exemplo, nós identificamos um número de crianças e mulheres com irritação na pele. Então, acionamos pediatras e obstetras para esse atendimento”, afirmou Rosa Tibéria.
“Está sendo um trabalho importantíssimo, porque agora a gente não pode fazer um atendimento individual, mas a gente tem que tratar o coletivo de uma maneira humana, porque essas pessoas precisam ser vistas assim, pois é um momento de causa”, conclui a psicóloga da rede municipal de ensino.
Denise Lima é assistente social da Escola Municipal Rui Palmeira e falou que os profissionais estão se revezando e apoiando a equipe da Secretaria Municipal de Assistência Social, vendo quais são as prioridades. Porém, ela destacou a sensibilidade em ajudar uma comunidade que conhece tão bem.
“É a comunidade que a gente já trabalha e tem vínculo. Temos alunos nossos aqui abrigados. E é difícil por causa da carga emocional, nos sensibilizamos muito, mas estamos agindo e fazendo tudo o que é possível para amenizar essa situação”, disse.
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