Estudantes e trabalhadores fazem ato contra os cortes na área de educação
Movimentos estudantis de todo o país foram as ruas contra o bloqueio de verba do Governo atual
Nesta terça-feira (18), aconteceu na Praça Centenário a concentração do ato público Pela Democracia e em Defesa da Educação Pública. A mobilização começou na Praça Centenário e continuou até a Praça Marechal Deodoro, no Centro.
Estudantes e trabalhadores se juntaram para protestar contra o sucateamento da educação pública que vem ocorrendo nos últimos anos, chegando no seu ápice dias antes do primeiro turno quando os cortes orçamentários chegaram a casa de R$1 bilhão.
Apesar do MEC ter voltado atrás com a decisão, os impactados não deixaram de ir as ruas e em Maceió não foi diferente. A UFAL publicou uma nota convocando toda a comunidade acadêmica a participar da paralização, oferecendo transporte que levou os estudantes e professores ao local de concentração.
Com os cortes orçamentários, a Universidade Federal de Alagoas está sofrendo com o aumento de dívidas ameaçando seu funcionamento pleno. O reitor, Josealdo Tonholo, informou em entrevista para o 7Segundos que “Do jeito que a coisa está andando, vai ser muito difícil honrar os compromissos da universidade. Eu não sei se a gente vai ter condições de pagar todas as contas que vem pela frente, que estão contratualizadas. A gente tem contratos perenes de água, luz, energia, segurança, que correm o risco de não serem honrados”.
Ao conversar com o presidente da Associação de Docentes da UFAL (Adufal), Jailton de Souza Lira, confirmou que esse ano não será possível que a Universidade consiga terminar o ano no azul, sem possibilidade de pagar as contas mais básicas. Além disso, ele informou que vários projetos foram descontinuados: "Assistências estudantis de maneira geral, um impacto muito forte na área de pesquisa e extensão acadêmica que dependem de recursos pré-aprovados. Hoje temos limitações para fazer concursos públicos, seja para contratar professor efetivo ou substituto. Limitações para manutenção de espaço acadêmico, de limpeza, de pagamentos de conta de água e luz que estão atrasadas. Nós temos dificuldade para fazer manutenção nos prédios, a estrutura física já é penalizada porque falta na universidade o orçamento para isso".
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