Para advogados próximos a Bolsonaro, retirada de processos contra o ex-presidente no STF é positiva
O principal motivo apontado é que, fora do STF, os processos poderiam ser "despolitizados"
Advogados próximos ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com quem a CNN conversou nesta sexta-feira (10) veem como positivo o movimento da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia de remeter à primeira instância investigações contra ele.
O principal motivo apontado é que, fora do STF, os processos poderiam ser “despolitizados”. Fora, portanto, do ambiente político considerado prejudicial a Bolsonaro após ele ter alvejado a Corte durante todo seu mandato.
Há a leitura também de que o tribunal não é especializado a ser uma corte penal, mas sim constitucional, e que, desse modo, fora dali, o processo contra Bolsonaro tende a correr mais livre das circunstâncias políticas que envolveram o confronto entre ele e o Judiciário.
Uma fonte disse ainda que, fora do STF, há ganho de tempo e a uma capacidade maior de descontaminar o processo político do jurídico.
A avaliação inicial também é de que os juízes federais do Distrito Federal não têm perfil como os dos que estiveram à frente da Operação Lava Jato como Sergio Moro e Marcelo Bretas. Ambos foram responsáveis por prender o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2018, quando ele não estava à frente do Palácio do Planalto, e o ex-presidente Michel Temer (MDB).
Muito embora essa perspectiva não seja desconsiderada, a percepção do núcleo jurídico de Bolsonaro é de que isso não deve ocorrer ao menos no curto e médio prazo, uma vez que inflamaria o país e tensionaria ainda mais o ambiente político.
Eles também descartam entrar com um habeas corpus preventivo para Bolsonaro para viabilizar seu retorno ao país. Consideram que a negativa de um HC deixaria Bolsonaro exposto.
Os processos remetidos por Cármen Lúcia, porém, são considerados os de menor potencial ofensivo a Bolsonaro.
Os principais são o que envolvem os ataques dele à deputada Maria do Rosário (PT-RS), em 2014; uma ação de improbidade administrativa em razão da contratação de uma funcionária supostamente fantasma para seu gabinete na Câmara Federal; sua influência nos ataques criminosos de 8 de janeiro e as investigações no âmbito do inquérito das milícias digitais. Todos esses ainda permanecem no STF.
Últimas notícias
Alagoas registra três casos de tráfico de pessoas em 2025, aponta Anuário
Lula declara patrimônio de R$ 4,7 mi ao TSE; valor é 35% menor que em 2022
Vítimas de acidente de helicoptero no Rio de Janeiro são identificadas
Breno Albuquerque lança campanha à reeleição em evento realizado em Arapiraca
Renan Filho avança entre lideranças do PP e recebe apoio de Marlan: “Melhor governador que Alagoas teve”
Fisiculturista Levy Bonfim recebe alta hospitalar e inicia fase de recuperação
Vídeos e noticias mais lidas
MP sugere caminhões frigoríficos para armazenar corpos de vítimas da Covid-19
Comandante da PM emociona em homenagem a coronel que morreu após mal súbito
PM da Rotam é encontrado morto em apartamento na Pajuçara, em Maceió
Abastecimento do Tabuleiro é paralisado para conserto de rompimento em adutora
