Polícia de SP registrou sete planos de ataques a escolas no estado em dois dias
Na segunda-feira (27), adolescente de 13 anos atacou e matou uma professora com uma faca na capital paulista
A Polícia Civil de São Paulo informou que registrou entre os dias 27 e 28 de março sete boletins de ocorrência envolvendo “planos de adolescentes em relação a ataques em ambiente escolar“.
As autoridades suspeitam que a divulgação e circulação de imagens do atentado na Escola Estadual Thomazia Montoro, na zona oeste da capital paulista, nesta segunda-feira (28), no qual uma professora foi morta a facadas, podem motivar esses casos.
Assim, o secretário da Segurança Pública de SP, Guilherme Derrite, pediu para que o compartilhamento das imagens do ataque pare. “O efeito contágio é uma realidade e está demonstrando na prática o que acontece quando um caso é divulgado exaustivamente dessa maneira”, ressaltou.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o estudante de 13 anos que realizou o atentado afirmou durante depoimento que se pautava nos exemplos midiáticos para planejar a ação.
O agressor foi detido pela Polícia Militar e encaminhado à Fundação Casa. Durante o depoimento às autoridades, ele demonstrou frieza e falou na presença dos pais e advogado, admitindo ter cometido o atentado.
O Ministério Público solicitou nesta terça-feira (28) a internação provisória e avaliação psiquiátrica do adolescente, além de avaliação de uma equipe da Fundação Casa.
Outros casos registrados
As ocorrências, além do caso da Escola Estadual Thomazia Montoro, são relativas ao crime de ameaça e a apreensões de objetos, como facas e simulacros de armas de fogo.
Entre elas, está o caso de um adolescente do 9º ano do Ensino Fundamental que foi armado ao colégio, em São Paulo. As autoridades foram alertadas via Disque Denúncia.
Em Itapecerica da Serra, uma mãe relatou que o filho foi ameaçado por outro estudante em uma escola, que teria feito promessas de um ataque similar ao da Vila Sônia.
Em outra ocorrência, policiais militares foram informados que um aluno estava próximo da escola com uma arma. Ele foi encontrado com amigos, e revelou um simulacro após ser indagado pelas forças de segurança.
Em São Bernardo do Campo, a vice-diretora de uma escola advertiu as autoridade que havia um aluno portando um pequeno punhal em sala de aula.
Após abordagem da polícia, ele disse que levou o artefato para mostrá-lo aos colegas, sem ter ameaçado ninguém, mas relatou que vinha sofrendo ofensas homofóbicas e que adquiriu o punhal para se sentir mais seguro.
Em Santo André, outros tês casos foram registrados. Um aluno ameaçou uma professora durante a aula dizendo que os professores deveriam ser esfaqueados, como o caso de segunda-feira (27), e que ele faria o mesmo no próximo dia.
Em outra unidade de ensino, o coordenador impediu a entrada de um estudante após colegas terem dito que ele estaria armado e que teria dito, dias antes, que mataria um outro aluno após uma briga. Segundo polícia, a arma era um simulacro.
Também em Santo André, uma criança de 11 anos estava portando um simulacro de arma de fogo no interior da escola.
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