Rodrigo Cunha critica aumento irrisório de salário-mínimo para R$ 1.389 em 2024
“Um botijão de gás já custa R$ 120, quase 10% deste valor”, afirma senador
O senador Rodrigo Cunha (União) disse nesta segunda-feira que “não se pode aceitar um reajuste tão pequeno, um aumento tão irrisório, para o salário-mínimo” e que “vai buscar reverter a proposta do governo no Senado Federal”. Isto porque o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2024 com a previsão de que o salário-mínimo suba para R$ 1.389 em 2024, uma elevação de apenas 5,2% e que considera somente a correção pela inflação projetada para este ano (ou seja, sem aumento real).
“Eu entendo o esforço da equipe econômica para garantir a estabilidade fiscal do país. Mas para além da visão dos tecnocratas e burocratas, a verdade é que o povo está passando fome. Vamos falar na prática, sem ‘arrodeio’: em Maceió somente um botijão de gás já custa em média R$ 120 reais. Ou seja, quase de 10% deste valor do suposto novo mínimo a ser pago em 2024. E comida, energia, água, roupa? Como que o trabalhador vai comprar? Como a maioria que ganha salário-mínimo vai sobreviver? O mínimo tem que ter aumento real, acima da inflação. Somente repor a inflação oficial é muito, muito pouco”, destacou o parlamentar.
Ainda segundo Cunha, “se o governo não estimular o consumo das famílias dando aumento maior e real para o salário-mínimo, viveremos eternamente neste círculo vicioso. As famílias com pouco dinheiro, não compram ou não pagam suas contas. O comércio não vende e a indústria produz menos. Os estados e prefeituras arrecadam menos impostos. Todos perdem. Não podemos deixar isso acontecer. O governo Lula tem se mostrado aberto ao diálogo, e não vamos deixar de reivindicar aumento real, acima da inflação, para o salário-mínimo”, reiterou o senador alagoano.
Até 2019, o salário-mínimo era reajustado segundo uma fórmula que previa o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) de dois anos anteriores mais a inflação oficial do ano anterior. Nos últimos anos, o reajuste passou a seguir apenas a reposição do INPC, por causa da Constituição, que determina a manutenção do poder de compra do salário-mínimo. O novo governo está discutindo uma nova política de valorização real (acima da inflação) do salário-mínimo. “E é por isso que vamos lutar: aumento do mínimo maior que somente a reposição da inflação”, concluiu Rodrigo Cunha.
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