‘Sociedades estarão ameaçadas enquanto não formos firmes’, diz Lula sobre redes sociais
Em fórum em defesa da democracia, presidente brasileiro também pediu regulação da inteligência artificial
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender nesta terça-feira (24) a regulação das plataformas digitais e da inteligência. Em discurso em Nova York, nos Estados Unidos, ao lado de outros chefes de Estado, o petista declarou que as “sociedades estarão sob constante ameaça” sem regulamentação “firme”. O brasileiro afirmou, ainda, que a democracia tornou-se um mero “ritual”, repetido “a cada quatro ou cinco anos”.
As falas ocorreram em um fórum em defesa da democracia organizado por Lula em parceria com o presidente espanhol, Pedro Sánchez. O encontro ocorreu às margens da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), cuja abertura nesta terça (24) contou com discurso do petista.
“As tecnologias digitais ajudam a promover e difundir o conhecimento, mas também agravam os riscos da convivência civilizada entre as pessoas. As redes digitais se tornaram um terreno fértil para discursos de ódio, misóginos, racistas e xenófobos, que fazem vítimas todos os dias. Nossas sociedades estarão sob constante ameaça enquanto não formos firmes na regulação das plataformas e do uso da inteligência artificial”, declarou o brasileiro.
Lula aproveitou para criticar o bilionário Elon Musk, dono da rede social X (antigo Twitter). “Nenhuma empresa de tecnologia ou individuo, por mais rico que seja, pode se considerar acima da lei. Elas precisam ser responsabilizadas pelo conteúdo que circulam”,
‘Caminho mais eficaz’ e esperança para ‘deserdados da globalização’
O brasileiro aproveitou para defender o fortalecimento do papel estatal na garantia de direitos e criticar as desigualdades. “O extremismo é sintoma de uma crise mais profunda, de múltiplas causas. A democracia liberal demonstrou-se insuficiente e frustrou expectativa de milhões. Se tornou apenas um ritual que repetimos a cada quatro ou cinco anos”, lamentou.
“Um modelo que trabalha para o grande capital e abandona os trabalhadores à própria sorte não é democrático. Um sistema que privilegia os homens brancos e falha com as mulheres negras é imoral. Fartura para poucos e fome para muitos em pleno século 21 é a antessala para o totalitarismo”, acrescentou Lula.
O líder brasileiro defendeu que a economia seja “colocada a serviço do povo”. “Nossa luta é fazer com que a democracia volte a ser percebida como o caminho mais eficaz para a conquista e efetivação de direitos. Para devolver esperança a milhões de deserdados da globalização precisamos colocar a economia a serviço do povo”, defendeu.
Lula ressaltou, contudo, que as mudanças propostas não minariam o capitalismo. “Isso não significa acabar com o livre mercado, mas, sim, recuperar o papel do Estado como planejador do desenvolvimento sustentável e como garantidor do bem-estar e da equidade. A liberdade de expressão é um direito fundamental e um dos pilares centrais de uma democracia sadia, mas não é absoluta — encontra seus limites na proteção dos direitos e liberdade de outros e da própria ordem política”, completou.
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