MP apura concessões de licenças para construção de edifícios no Litoral Norte
Foi dado um prazo de cinco dias para a Semurb se manifestar
Após o recebimento de denúncias e representação feita pela Associação de Moradores dos loteamentos Gurguri e Guaxuma (AMMGG), o Ministério Público de Alagoas, por meio da 66ª Promotoria de Justiça de Urbanismo, oficiou o Município de Maceió preste informações sobre o procedimento de licenciamento para a edificação do Sunset Empreendimento Imobiliário SPE Ltda, cuja obra está prevista para ser executada nas ruas Padre Odilon Lobo e Rua da Praia, ambas no bairro de Guaxuma. Foi dado um prazo de 15 dias, a partir dessa quinta-feira (7), para a Secretaria Municipal de meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) se manifestar.
O promotor de Justiça de Urbanismo, Jorge Dória, afirma que é preciso haver um licenciamento que não cause danos à sociedade.
“Temos constatado o avanço de grandes empreendimentos no LT, o que causa preocupação dos moradores da região. Recebemos representações e decidimos acionar o Município de Maceió .
O MP entende que na análise para a concessão das licenças sejam observadas questões que têm sido ignoradas. Há um Plano Diretor existente que é antigo, de 2005, permitindo que na região podem construir edifícios de até 30 andares. Enquanto o Código de urbanismo é de 2007. No entanto, enquanto não é elaborado um novo plano diretor, a nossa tese é a de que os estudos sejam feitos com mais apuração, destacando o impacto na vizinhança e ambiental mais apurado, observar a questão de mobilidade, também a do sombreamento”, declara o promotor Jorge Dória.
O Ministério Público ressalta que é preciso haver revisão das normas e, momentaneamente, o Município entender que a análise das concessões para a construção de grandes edifícios não podem ser as mesmas adotadas para construções baixas, a exemplo de casas.
“O espaço ao qual nos referimos exige preservação ambiental e urbanística , logo nenhuma edificação pode ser erguida atropelando a paisagem natural, o controle do adensamento e da verticalização, a mobilidade urbana, permeabilidade do solo, tampouco o sossego alheio”, conclui o membro ministerial.
Segundo a denúncia, apesar de possuir licença ambiental e urbanística da Prefeitura de Maceió há falhas consideradas graves no procedimento administrativo de autorização, colocando em risco o meio ambiente natural e artificial da região.
Veja também
Últimas notícias
Cantor italiano Peppino di Capri morre aos 86 anos
Morre jogador da seleção da África do Sul que participou da Copa do Mundo de 2026
Mulher fica ferida após se envolver em colisão no bairro São Luiz I, em Arapiraca
Câmera de segurança flagra homem invadindo casas no bairro Clima Bom
Motocicleta furtada é localizada no Bosque das Arapiracas, em Arapiraca
Motorista cai com carro em córrego ao tentar fugir de assalto na Levada
Vídeos e noticias mais lidas
Lojas Mix Mateus em Alagoas passarão a operar com a bandeira Novo Atacarejo
Governo de Alagoas entrega restauração da rodovia AL-105 em julho
Nova lei reorganiza efetivo da PM de Alagoas; entenda o que muda
Duas lojas anunciam encerramento das atividades no Centro de Arapiraca
