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[Vídeo] Entregadores por aplicativo protestam na Avenida Fernandes Lima, em Maceió

Paralisação foi marcada para ocorrer à nível nacional, nesta segunda (31) e terça (1º)

Por Giulianna Albuquerque 31/03/2025 17h05 - Atualizado em 31/03/2025 18h06
[Vídeo] Entregadores por aplicativo protestam na Avenida Fernandes Lima, em Maceió
Protesto fecha a Avenida Fernandes Lima - Foto: Reprodução/Vídeo

Entregadores por aplicativo protestaram, na tarde desta segunda-feira (31), na avenida Fernandes Lima, em Maceió. A categoria aderiu a uma paralisação nacional por reajuste na taxa de entrega e no limite no quilômetro rodado.

Em protesto, os entregadores ocuparam os dois sentidos da avenida colocando mochilas no asfalto como barreira, deixando o trânsito congestionado.

O movimento foi denominado como "breque dos apps” e exige um pagamento mínimo de R$ 10 por entrega e R$ 2,50 por quilômetro rodado, limites de 3 quilômetros para entregas com bicicletas e o fim do agrupamento de corridas sem a devida compensação financeira.

Por meio de nota, o Ifood informou que respeita o direito à manifestação e que estuda a viabilidade de um reajuste para 2025.

Veja a nota na íntegra:

O iFood respeita o direito à manifestação pacífica e à livre expressão dos entregadores e entregadoras. Como empresa brasileira e ciente do seu papel na geração de oportunidades, desde 2021, nos dedicamos à criação de uma agenda sólida e permanente de diálogo com os entregadores parceiros e representantes da categoria, para o aprimoramento de iniciativas que garantam mais dignidade, ganhos e transparência para estes profissionais.

Estamos atentos ao cenário econômico e estudando a viabilidade de um reajuste para 2025. É importante ressaltar que, nos últimos três anos, os ganhos dos entregadores foram aumentados de várias maneiras:

2022: Aumento do valor mínimo da rota em 13%, de R$5,31 para R$6,00, e do valor por quilômetro rodado em 50%, de R$1,00 para R$1,50.

2023: Reajuste da taxa mínima em 8,3%, de R$6,00 para R$6,50, acima da inflação do período (3,74% pelo INPC).

2024: Introdução de adicional de R$3,00 por entrega extra em rotas agrupadas.

O ganho bruto por hora trabalhada hoje no iFood é quatro vezes maior do que o ganho do salário mínimo-hora nacional. De 2022 até 2024, os ganhos líquidos médios por hora trabalhada na plataforma foram 2,2 vezes superiores ao salário mínimo-hora, de acordo com os custos apontados em pesquisa realizada pelo Cebrap em 2023.

Além disso, todos os entregadores parceiros do iFood têm acesso a seguro pessoal gratuito para casos de acidentes durante as entregas, planos de saúde, programas de educação, além de apoio jurídico e psicológico para casos de discriminação, assédio ou agressão sofridos pelos profissionais de delivery.

Ao mesmo tempo, reforçamos que é importante respeitar o funcionamento dos estabelecimentos parceiros e garantir a livre circulação de funcionários e da população em geral, conforme previsto na Constituição, sempre prezando por um ambiente seguro e livre de qualquer tipo de violência.

O iFood segue disponível para o diálogo com os entregadores na busca por melhorias para os profissionais e para todo o ecossistema."