Gari que encontrou recém-nascida em lata de lixo quer adotar a bebê
Imagens publicadas pelos garis em grupos de WhatsApp mostram menina enrolada em manta pequena, enquanto é segurada por um dos trabalhadores
Um dos garis da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) do Rio de Janeiro que encontrou uma recém-nascida dentro de uma lixeira pretende iniciar o processo de adoção da bebê. O resgate aconteceu entre os bairros de Quintino e Cascadura, na zona norte da capital fluminense, na madrugada dessa terça-feira (1º/4).
O processo de adoção, entretanto, não é simples. Primeiro, a Vara da Infância e da Juventude (VIJ) encaminhará o bebê para uma unidade de acolhimento. Em seguida, vão ocorrer tentativas para encontrar parentes que possam cuidar da criança.
“Por determinação legal, antes de encaminhar uma criança ou um adolescente à adoção, é necessário esgotar as possibilidades de (re)inserção familiar”, informou a Justiça do Rio de Janeiro.
Só depois, caso nenhum responsável pela menina seja localizado ou se a família não quiser assumir a guarda, o processo de adoção poderá ser iniciado.
Criança passa bem
Outro gari que presenciou a cena, Anderson Nunes comentou que esse foi o caso mais emocionante que viveu em 16 anos na Comlurb. A criança foi levada para o Hospital Maternidade Herculano Pinheiro, no bairro de Madureira, e está internada, com quadro de saúde estável.
Em imagens publicadas pelos garis em grupos de WhatsApp, é possível ver a menina enrolada em uma manta pequena, enquanto é segurada por um dos trabalhadores. Por pouco, ela não foi colocada dentro de um caminhão.
A Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMRJ) detalhou que a equipe do 9º Batalhão (Rocha Miranda) foi acionada e levou a criança à unidade de saúde, para que recebesse os cuidados necessários. Uma ocorrência sobre o caso foi registrada na 40ª Delegacia de Polícia (Honório Gurgel).
Por meio de nota, a Comlurb informou que a bebê recebe os cuidados indicados pela equipe multiprofissional de saúde do hospital e que comunicou o caso ao Conselho Tutelar e à VIJ.
“A Comlurb lamenta que um bebê tenha sido abandonado nessas condições e parabeniza os colaboradores pela atuação exemplar no caso”, finalizou a empresa, em nota.
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