Renan Filho queima largada, anuncia corte de gastos do governo federal e mercado reage mal
Após fala do ministro dos transportes e reação negativa da medida, o governo recuou
O ministro dos Transportes Renan Filho (MDB) queimou a largada ao antecipar, nessa quinta-feira (22), um pacote de ajuste fiscal do governo federal que previa o contingenciamento de R$ 31 bilhões e aumentaria o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
A fala do ex-governador de Alagoas durante o primeiro leilão de otimização rodoviária, na B3, em São Paulo, pegou o mercado financeiro de surpresa e gerou críticas ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT).
No evento, Renan Filho revelou que o aumento da alíquota do IOF seria aplicado apenas a empresas, com a expectativa de gerar mais de R$ 20 bilhões em arrecadação ainda em 2025. O pacote de ajuste antecipado por Renan incluía o bloqueio de R$ 10 bilhões e o contingenciamento de R$ 20 bilhões no orçamento deste ano.
Após a repercussão negativa, o Ministério da Fazenda, por meio de nota na noite dessa quinta-feira, informou a revogação da medida, desistindo de aumentar o IOF sobre transferências para fundos de investimento no exterior. A pasta de Haddad manteve a alíquota zero para esse tipo de operação. Já para pessoas físicas, permanece em vigor a alíquota atual de 1,1%.
Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (23), Haddad disse que a medida "poderia carregar um tipo de problema e passar uma mensagem que não era desejada”.
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