Cibele Moura alerta para aumento de casos de sexualização infantil na internet e defende leis mais rígidas
A parlamentar relacionou o tema à repercussão recente de um vídeo publicado pelo youtuber Felca
A deputada estadual Cibele Moura destacou a preocupação com o aumento de casos de sexualização infantil, especialmente nas redes sociais. Ela apresentou um projeto de lei que protocolou na Assembleia Legislativa de Alagoas para proibir o uso de recursos públicos na promoção de eventos, produções ou ações que exponham crianças e adolescentes a conteúdos sexuais, direta ou indiretamente. A parlamentar falou sobre o assunto durante entrevista ao programa Alagoas em Pauta, exibido nessa quarta-feira (13).
“O dinheiro do contribuinte não pode ser usado para promover a sexualização infantil. Quem quiser fazer esse tipo de evento que arque com os custos, mas não com verba pública”, disse.
A parlamentar relacionou o tema à repercussão recente de um vídeo publicado pelo youtuber Felca, no último dia 6 de agosto, em que ele denuncia casos de exposição de menores e cita o influenciador paraibano Ítalo Santos, que teve sua conta no Instagram desativada e está sendo investigado. Desde então, mais de mil denúncias de abuso infantil foram registradas pelo Disque 100.
“Se hoje eu tivesse filhos pequenos, estaria muito preocupada. Ainda há tempo de resgatar nossas crianças e colocar ordem nesse caos”, afirmou Cibele.
Papel das famílias e riscos nas redes
A deputada alertou que os perigos nem sempre estão em conteúdos explicitamente sexuais. Segundo ela, há situações mais sutis que podem expor crianças ao assédio. “O algoritmo das redes sociais é poderoso. Uma simples foto pode direcionar crianças a conteúdos perigosos ou colocá-las no radar de pedófilos”, declarou.
Cibele também comparou o ambiente virtual ao espaço público: “A internet é a rua de hoje. Você não mostraria a foto da sua filha no balé para um desconhecido na rua, então não exponha na internet. É a mesma lógica”.
Outras pautas no Legislativo
Além da proposta contra a sexualização infantil, a parlamentar falou sobre o projeto do Código de Defesa do Autista Alagoano, que reúne cerca de 70 artigos voltados à garantia de direitos e ao atendimento especializado.
“Hoje, muitos adolescentes deixam de ser atendidos de forma adequada quando completam 14 anos. Precisamos mudar essa realidade”, defendeu. Entre as medidas previstas, ela citou a criação de centros de referência em todas as regiões do estado, o respeito à seletividade alimentar nas escolas e a assistência contínua a autistas adultos.
Cibele também ressaltou a importância de políticas públicas voltadas à proteção de mulheres e crianças. “A violência doméstica e o abuso sexual infantil precisam ser combatidos de forma contínua, com leis e ações efetivas”, concluiu.
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