Projeto de escola municipal de Maceió concorre a prêmio nacional
Projeto "Águas que contam histórias" está entre os 50 selecionados do País
O projeto "Águas que contam histórias", do 7° ano da Escola Municipal Tradutor João Sampaio, no bairro Petrópolis, em Maceió, está entre os 50 melhores do Brasil selecionados pelo Prêmio Nacional Liga STEAM, da Fundação ArcelorMittal. A iniciativa aborda a preservação das lagoas de Alagoas e o impacto nas comunidades locais.
Orientados pelo professor de matemática Sindomir Norberto, mais conhecido como Sidão, os alunos desenvolveram protótipos, como filtro de água e sensor de qualidade da água, jogos educativos e uma campanha de conscientização voltada para a preservação das Lagoas Mundaú e Manguaba.
O projeto foi dividido em três etapas. Na primeira os alunos fizeram pesquisas sobre as lagoas e discussões sobre a temática em sala de aula. A segunda etapa envolveu a análise de vídeos, de canais ambientais no Youtube, e de reportagens produzidas por emissoras de Alagoas.
A última etapa foi a análise de imagens e depoimentos reais, ou seja, os estudantes visitaram as lagoas e as comunidades para ouvirem e verem de perto as mudanças climáticas e os impactos aos ribeirinhos.
Segundo o professor Sidão, a iniciativa do prêmio permite que professores e estudantes criem soluções pertinentes voltadas à sustentabilidade. “Ele reconhece e valoriza a implementação da abordagem STEAM (Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática) nas escolas públicas brasileiras. O objetivo é permitir que professores e estudantes criem possíveis soluções sobre temas relevantes para a sociedade, com foco na sustentabilidade e educação ambiental”, disse.
Após ser selecionada entre os 50 melhores projetos, a escola municipal concorre, na próxima etapa, para ficar entre os 10 melhores.
“São três categorias e em cada uma foram selecionados 50 projetos. A gente está entre os 50 melhores da categoria dois, que é do Ensino Fundamental II. E agora eles vão selecionar 10 projetos para concorrer ao primeiro, segundo e terceiro colocados”, explicou. Para isso, a turma está elaborando um relatório final e um vídeo explanando todo o projeto.
O professor está na rede municipal de ensino de Maceió há mais de 20 anos e na escola Tradutor João Sampaio, há cerca de 15 anos. Para ele, esse reconhecimento do prêmio é de extrema importância.
“Isso nos traz reconhecimento nacional e diferencial no pedagógico. Nos dá visibilidade do trabalho e das metodologias utilizadas, bem como exalta o projeto como exemplo inspirador de inovação e responsabilidade social”, afirmou Sidão.
Componentes curriculares
O educador conta que durante a produção do projeto, a turma passou por vários componentes curriculares, como ciências, geografia, matemática e tecnologia.
“Na geografia e ciência, analisamos problemas ambientais, urbanos e locais, propondo soluções sustentáveis. Na matemática, coletamos, organizamos e interpretamos dados sobre a qualidade da água e produção de resíduos. Já na tecnologia, criamos os protótipos, que são simples, para ajudar na conscientização e maturamento ambiental. O que queremos é garantir o futuro das lagoas de Maceió. Então eu agradeço a participação da direção, da coordenação e de alguns professores, principalmente, dos alunos que se motivaram com esse projeto”, concluiu Sidão.
O resultado da segunda etapa do prêmio está previsto para ser divulgado no dia 15 de outubro.
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