[Vídeo] Delegado detalha farsa de mulher que inventou gravidez para aplicar golpes em Maceió
Mulher teria participado de três chás de bebê; crime de estelionato é investigado pela Polícia Civil
Em entrevista ao 7Segundos, nesta segunda-feira (27), o delegado Ronilson Medeiros, da Coordenação de Pessoas Desaparecidas, revelou o desfecho surpreendente do caso que parecia envolver o desaparecimento de uma gestante de gêmeos em Maceió: a mulher, de 46 anos, foi localizada e a investigação confirmou que ela nunca esteve grávida.
Segundo o delegado, o caso começou no último sábado (25), quando foi registrado o boletim de ocorrência sobre o desaparecimento da mulher. A investigação inicial incluiu rastreamento do aparelho celular da desaparecida e contatos com a empresa onde ela trabalhava. Durante as investigações, a mulher teria mantido contato com a empresa, dizia estar bem, mas alegava ter sido picada por escorpião e que teria perdido os bebês.
“Com base nessa informação, fomos até as unidades de saúde para verificar se ela havia dado entrada para pré-natal ou parto. Toda a rede SUS foi checada e não havia nenhum registro da gestação ou do parto. Isso nos levou a suspeitar de uma possível situação de estelionato, envolvendo até mesmo tráfico de bebês, dada a grande repercussão que essas situações podem gerar”, explicou o delegado.
Mais tarde, a mulher foi localizada na Pajuçara e encaminhada ao Dra. Nise da Silveira, no bairro do Poço. Lá, ela afirmou que os bebês haviam nascido mortos e que os restos mortais estavam em sua bolsa. As supostas provas foram apreendidas e exames de corpo de delito comprovaram que a mulher nunca esteve grávida nem passou por parto. Ela foi encaminhada para o Hospital Portugal Ramalho, onde foi liberada por não ser constatado nenhum transtorno psiquiátrico.
Durante o período em que manteve contato com familiares e a empresa, a mulher chegou a organizar três chá de bebê, recebendo presentes e joias de ouro. Atualmente, segundo a empresa, ela estaria se desfazendo de alguns desses objetos e possivelmente tentando fugir.
O delegado informou ainda que a mulher não possui família em Maceió e que familiares próximos, no Amazonas, podem ter tido conhecimento da farsa. A investigação agora segue para apurar a possibilidade de estelionato, com a orientação para que qualquer pessoa lesada registre boletim de ocorrência.
“Quanto ao desaparecimento, o caso está encerrado, mas vamos encaminhar a situação para a delegacia competente para apuração do crime de estelionato”, concluiu o delegado.
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