Desembargador volta atrás e decide permanecer no cargo após anunciar aposentadoria do TJ-AL
Márcio Roberto Tenório de Albuquerque disse que sua decisão não significa recuo, mas compromisso com o Judiciário
O desembargador Márcio Roberto Tenório de Albuquerque decidiu que vai permanecer no Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL). O anúncio se deu por meio de uma publicação nas redes sociais do magistrado no último sábado (3).
O desembargador havia comunicado o pedido de aposentadoria, também por meio das redes sociais, logo no início do ano. Na publicação, Márcio Roberto Tenório faz críticas ao ambiente interno do Judiciário alagoano e aponta limitações estruturais em seu gabinete.
Após a forte repercussão no cenário político alagoano, o desembargador voltou atrás da decisão pedindo desculpas e agradecendo o apoio de amigos e colegas.
“Apresento minhas sinceras desculpas pela apreensão que, ainda que de forma involuntária, possa ter causado. (...) Retorno revigorado pelo apoio inabalável da minha família, pela lealdade dos verdadeiros amigos e pelo encorajamento dos colegas que comungam dos mesmos ideais. Sinto-me honrado pelas manifestações de milhares de alagoanos e brasileiros, que reafirmaram a importância da minha luta histórica em defesa dos hipossuficientes e da Justiça”, escreveu.
No texto, o magistrado ressalta ainda que a decisão de permanecer no TJ de Alagoas não significa recuo no que foi denunciado por ele anteriormente.
“Esta decisão de retomar o meu desembargo não significa, em hipótese alguma, recuo ou fraqueza de minha parte. Pelo contrário, é um ato de profundo respeito e responsabilidade para com todos aqueles que depositaram em mim suas esperanças e sua fé. Volto atrás em minha decisão de aposentar-me, por um dever de lealdade a quem acredita em um Judiciário mais acessível, transparente e genuinamente humanizado”, disse o desembargador.
Márcio Roberto integra o Judiciário alagoano como desembargador desde sua nomeação pelo Quinto Constitucional. No Ministério Público de Alagoas, exerceu, entre outras funções, o cargo de procurador-geral de Justiça. No TJAL, atua em órgãos colegiados e participa de atividades institucionais e administrativas da Corte.
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