Sala Lilás do HGE reforça o combate à violência contra a mulher também durante o Carnaval
Violência não é brincadeira, não é paquera e não faz parte da cultura do Carnaval
Com a chegada do Carnaval, a Sala Lilás, ligada à Rede de Atenção às Violências (RAV), reforça a conscientização da população sobre o combate à violência e orienta as mulheres sobre como se protegerem diante de qualquer tipo de agressão. Vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), a sala integra o Hospital Geral do Estado (HGE).
“Essa iniciativa reforça que nenhuma forma de violência é aceitável, seja ela física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial, e que a folia só é completa quando acontece com segurança, dignidade e respeito para todos. O respeito é a base de uma festa segura. Violência não é brincadeira, não é paquera e não faz parte da cultura do Carnaval”, destacou a psicóloga da RAV, Roseane Dourado.
A RAV articula serviços de saúde, assistência social, segurança pública e justiça para garantir atendimento humanizado, integral e contínuo às vítimas de violência, especialmente mulheres, crianças e adolescentes. Essa rede permite que, ao procurar atendimento de saúde, a vítima não esteja sozinha: Ela é acolhida, orientada sobre seus direitos e encaminhada para os serviços necessários, como apoio psicológico, assistência social e proteção legal.
“A Rede de Atenção às Violência existe para romper o ciclo da violência. Nosso objetivo é garantir que cada mulher atendida seja acolhida com respeito, sigilo e cuidado, além de orientar sobre os caminhos disponíveis para sua proteção. Durante o Carnaval, esse trabalho se torna ainda mais essencial, pois sabemos que as situações de vulnerabilidade aumentam”, acrescentou a gerente executiva operativa da RAV, Laura Padilha.
No HGE, a Sala Lilás, um espaço exclusivo e reservado para o atendimento de pessoas em situação de violência, inclusive as mulheres, conta com equipe multiprofissional capacitada para oferecer acolhimento, escuta qualificada, atendimento clínico e orientação, garantindo privacidade, segurança e respeito à vítima. Além do cuidado imediato à saúde física, as profissionais atuam no fortalecimento emocional das mulheres e no encaminhamento adequado, sempre respeitando a autonomia da paciente.
“Durante o Carnaval, não normalize abordagens invasivas ou agressivas, busque locais seguros e esteja acompanhada sempre que possível; em caso de qualquer situação de violência ou ameaça, procure ajuda imediata. Denuncie, ligue 180 ou busque ajuda policial. E se precisar, dirija-se a uma unidade de saúde”, orientou a assistente social Rosângela Lopes.
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