Deputado quer aprovar lei de cotas para negros em novelas e filmes
Discussões sobre representatividade de pessoas negras em obras televisivas ou cinematográficas têm aumentado com o passar dos anos, mas nas últimas semanas estão com muito mais força e espaço. O estopim foi a nova novela da rede Globo, "Segundo Sol", ambientada em Salvador e sem nenhum protagonista negro. A emissora está sendo inclusive processada por um coletivo de militância, por alegarem que, pelas últimas pesquisas, a capital baiana tem 85% de pessoas negras.
Inspirado pela discussão, cultivada pelo colunista Léo Dias, o deputado federal Marco Antônio Cabral (MDB), do Rio de Janeiro, vai apresentar, nos próximos dias, o projeto de lei número 10.000/2018, que obriga empresas de rádio e TV que têm concessão pública a colocarem 30% de profissionais negros em todas as funções de seu quadro de trabalho. O projeto também abrange filmes que tenham recursos da Ancine e projetos culturais que captem na Lei Rouanet.
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