Homem enterrado reaparece em cidade do interior de Minas Gerais
Silvio da Mota estava trabalhando em uma lavoura e não avisou a família; o corpo enterrado ainda não foi identificado
Não se comenta outra assunto em Itabirinha, onde um lavrador dado como morto, velado e enterrado diante de amigos e familiares reapareceu — ressalta-se vivo — na pacata cidade do Vale do Rio Doce, em Minas Gerais.
O personagem é o lavrador Silvio Vitor da Mota, de 48 anos. E ele, como faz questão de dizer a todos por aquelas bandas, está "vivinho da silva". Mas, então, qual a identidade do morto, enterrado com a lápide dele?
É o que a polícia deseja saber. E a população também.
A história começou há cerca de três meses, quando Sílvio foi trabalhar numa lavoura de café em Ipanema, no Espírito Santo, e não avisou à família.
Após algumas semanas sem notícias do lavrador, a família procurou a polícia e registrou o desaparecimento.
Em 3 de agosto, parentes foram informados que Silvio havia sido atropelado em Colatina, também no Espírito Santo, e que o corpo estava no IML (Instituto Médico Legal) daquela localidade.
Uma irmã dele foi ao município capixaba e reconheceu o corpo como sendo de Sílvio. Após oito dias, o corpo foi levado para o cemitério de Itabirinha. Houve choro no velório e no sepultamento.
Agora, contudo, eis que Sílvio aparece na cidade. Foi um susto, mas daqueles que todos gostam de levar. Sílvio contou aos amigos e parentes que se encontrou, por acaso, com um conhecido na cidade em que havia ido trabalhar na lavoura. Foi lá que ele ficou sabendo da própria morte, do velório e do enterro.
Sílvio decidiu retornar às pressas à terra-natal para desfazer o erro. E o retorno dele virou caso de polícia: quem foi enterrado com a lápide que leva o nome de Sílvio? É o que a polícia vai investigar.
Peritos da Polícia Civil de Colatina e de Governador Valadares, maior cidade do Vale do Aço, são aguardadas em Itabirinha para a exumação do corpo.
O mistério fez muita gente se lembrar do caso dos irmãos Naves, ocorrido há 81 anos em Araguari, no Triângulo Mineiro, e considerado o maior erro do Judiciário brasileiro. Em 1937, os irmãos Naves foram presos sob a acusação de matarem um primo para ficar com o dinheiro da vítima. Anos depois, a vítima apareceu na cidade.
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