Vítimas de ação do Pelopes no Deda Paes serão ouvidas hoje pelo MPE
Encontro ocorre às 11h30 da manhã na sede do Ministério Público
Os três garotos que afirmam ser vítimas de uma ação truculenta de uma operação do Pelotão de Operações Especiais (Pelopes), no último domingo (19), no conjunto Deda Paes, em Maragogi, serão ouvidos nesta sexta-feira (24). O encontro ocorre às 11h30 da manhã pelo promotor de justiça Leonardo de Novais Bastos, na sede do Ministério Público Estadual (MPE), na cidade da região Norte de Alagoas.
A pedido do MPE, as vítimas da suposta ação truculenta da tropa do Pelopes do 6º Batalhão da Polícia Militar (6º BPM), fizeram exame de corpo de delito na quarta-feira (22) no Instituto Médico Legal (IML), em Maceió. O resultado da análise será essencial para comprovar as acusações de agressão ocorridas no último domingo, na localidade conhecida também como “Risca Faca”.
Na última terça (21) os três garotos e representes da Organização Não-Governamental (ONG) Viver, Viver, Viver (VVV), que atua no conjunto habitacional, foram ouvidos pela Defensora Pública de Maragogi, Carolina Góes. Após o encontro, as vítimas afirmaram que devem entrar com uma ação indenizatória contra o Estado.
Os representantes da ONG e os moradores deverão ser ouvidos também pela Corregedoria da Polícia Militar, 6º Batalhão da Polícia Militar (6º BPM), e a Comissão de Direitos Humanos da OAB/AL. Entre as vítimas está um adolescente de 15 anos.
O Caso
Na manhã do domingo (19), os moradores do conjunto Deda Paes alegam que foram vítimas de uma abordagem truculenta promovida por policiais do 6º Batalhão da Polícia Militar (6º BPM), do Pelopes. De acordo com moradores, os militares trancaram três pessoas em um depósito de gás e as agrediram.
O comando do 6º BPM enviou uma nota sobre o ocorrido na segunda-feira (20).
Confira na íntegra:
Nota de Esclarecimento
O Comandante do 6*BPM, Major Palmeira, em virtude das últimas notícias veiculadas na mídia local e em grupos de WhatsApp, vem esclarecer que não coaduna com qualquer tipo de abuso de autoridade, nem com desvios de conduta, porém antes de qualquer julgamento precipitado, devemos primar pelo princípio da imparcialidade, dando aos policiais o mesmo direito que é dado a todos os cidadãos: o direito da ampla defesa e do contraditório.
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