Estudante acusa professores de doutrinação ideológica-partidária e gênero
Acusação é que docentes de filosofia e história fazem persuasão para a esquerda
Atualizado às 12h09
Os pais de uma estudante do Instituto Federal de Alagoas (Ifal), campus Maragogi, acusam os professores de história e filosofia da instituição de fazer doutrinação ideológica-partidária e de ideologia de gênero. Os docentes são acusados de persuasão para partidos de esquerda. O pai da adolescente procurou um escritório de advocacia para fazer uma notificação extrajudicial.
A denúncia foi feita no último dia 4 de outubro em Maragogi pelo escritório Silva Brito Advocacia de Porto Calvo. O advogado Jadilson Brito alega que a aluna vem sendo vítima de ilegalidades cometidas pela instituição por debates de ordem ideológica-partidária. Os professores acusados são o de filosofia Renato Bittencourt e o de história identificado apenas como Carlos.
A acusação diz que há uma pré-disposição por parte de alguns docentes, no sentido de propagar, ensinar e influenciar os alunos, ainda menores, sem o devido conhecimento e vigilância dos pais, assuntos como ideologia de gênero e de cunho partidário, fazendo sempre ênfase de forma insidiosa a conceitos de partidos de esquerda e uma pública apologia ao Partido dos Trabalhadores (PT).
O pai da estudante afirma que ela vem sofrendo constrangimentos, pelo simples fato de não concordar com esses debates, tendo sido custoso à sua integridade pessoal. Segundo a acusação, basta a aluna se opor a qualquer ação que não enalteça os argumentos da esquerda e do PT que alguns estudantes a tratam com desprezo. A acusação diz que tem causado danos irreparáveis e de difícil reparação.
Os pais querem que a instituição abra um Processo Administrativo Disciplinar para apuração dos fatos. O 7Segundos entrou em contato com a assessoria de comunicação do Ifal e o órgão se pronunciou por meio de uma nota oficial.
Confira a nota na íntegra:
O Instituto Federal de Alagoas (Ifal), campus Maragogi, esclarece que está tomando as providências pedagógicas em relação ao caso dos professores do campus que teriam abordado conteúdos políticos-partidários na instituição. O caso foi encaminhado ao departamento acadêmico, que terá dez dias para ouvir os envolvidos no ocorrido. A direção vai montar uma comissão interna para avaliar, se de fato, ocorreu a infração pedagógica no campus. A direção do Ifal Maragogi está à disposição para os possíveis esclarecimentos.
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