Professor do Ifal Maragogi se defende de acusações de doutrinação partidária
Renato Bittencourt conversou com exclusividade com o 7Segundos
O professor do Instituto Federal de Alagoas (Ifal), campus Maragogi, Renato Bittencourt, se defendeu das acusações que prega doutrinação ideológica-partidária e de ideologia de gênero. A denuncia foi feita por parte de pais de uma estudante. Em um áudio, ele se diz vítima de ciberbullyng e chama aluno de fascista. O 7Segundos conversou com o filosofo com exclusividade.
Na acusação feita através do escritório Silva Brito Advocacia, diz que há uma pré-disposição por parte de alguns docentes, no sentido de propagar, ensinar e influenciar os alunos, ainda menores, sem o devido conhecimento e vigilância dos pais, assuntos como ideologia de gênero e de cunho partidário, com ênfase a conceitos de partidos de esquerda e uma pública apologia ao Partido dos Trabalhadores (PT).
Bittencourt negou que isso ocorra. “Eu posso esclarecer basicamente em três pontos. O primeiro de todos: ideologia de gênero nem é um termo cientifico. Ideologia de gênero é diferente de orientação sexual ou mesmo de gênero em si. O que é que a instituição sempre deve promover, inclusive eu como professor de filosofia, e faço questão de reiterar isso: o nosso país é o país onde mais se mata LGTBs no mundo. É uma estatística horrorosa”, disse.
“O que a gente faz então: a gente tenta introduzir conhecimento, debater inclusive. O que a gente faz é construir conhecimento através de debate, da informação. O problema é que tem setores conservadores, que infelizmente não compreendem a natureza do trabalho do professor e nos acusam de doutrinar, inclusive de propaganda ideológica-partidária”, contou.
Ele prossegue se defendendo. “Inclusive eu sou anarquista, não defendo nenhum partido. Não faço doutrina ideológica-partidária, já que, sou apartidário. São acusações graves, gravíssimas, que demonstram de duas uma: ignorância, no bom sentido da palavra em relação ao trabalho do professor. Construir uma cultura de respeito, sobretudo as diversidades... Só que muitos não entendem ou agem de má-fé”, disse.
Fascismo
Ele disse que nas aulas de filosofia dele combate o fascismo, “Nas minhas aulas sempre combato o fascismo. Tenho milhares de testemunhas, sempre abro o debate para combater qualquer tipo de racismo. Sempre lutei para transformar uma sociedade melhor... Uma escola sem partido eu chamaria de lei da mordaça”, finalizou.
O professor de história, Carlos Filgueiras, também citado na denúncia, também negou as acusações de doutrinação ideológica-partidária e de ideologia de gênero.
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