Atiradores se mataram quando viram a PM, diz secretário
Segundo o comandante da Polícia Militar, atiradores utilizaram revólver calibre 38, arco e flecha, além de machadinho comum para cometer o crime
Em pronunciamento oficial, nesta quarta-feira (13), o secretário de Segurança Pública de São Paulo, João Camilo Pires de Campos, disse que os dois atiradores que invadiram a escola estadual Professor Raul Brasil e atiraram contra dezenas de pessoascometeram suícidio quando viram policiais militares no local.
"Quando se deparam com a Força Tática, com o sargenteo Camargo, cabo Airana e cabo Diniz, eles [atiradores] estavam prestes a entrar em uma sala com dezenas de alunos. Se depararam com escudo, e cometeram o suicídio. Não está identificado se um atirou", disse o secretário.
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O Governo de São Paulo aponta que 10 pessoas morreram — entre eles, os dois atiradores. Outras nove pessoas foram feridas e estão hospitalizadas.
De acordo com o Campos, a sequência dos fatos e como o crime ocorreu serão montados pela Polícia Civil. Ainda de acordo com o secretário, os dois foram alunos da escola e acredita que teve acesso porque um dos atiradores, identificado como Guilherme Taucci Monteiro, de 19 anos, estudou lá até o ano passado e era conhecido de funcionários.
Ainda segundo o secretário, o acesso com facilidade aconteceu "provavelmente por causa do conhecimento [de Guilherme com] a coordenadora pedagógica, que foi a primeira atingida".
O secretário Cacmpos afirma que, antes de ir para escola, os atiradores já tinham atirado em uma locadora, contra o funcionário, que é tio de um dos jovens. O funcionário foi socorrido, mas não resistiu e morreu no hospital. Entre as vítimas também estão duas funcionárias da escola.
O comandante da Polícia Militar, coronel Marcelo Vieira Salles, o portão da escola estava aberto, e os atiradores foram recebidos pela coordenadora. Quando chegaram, os jovens não estavam mascarados. "Atiraram na coordenadora e depois nos alunos".
Coronel Salles afirma que foram usados no crime um revólver calibre 38, arco e flecha, além de machadinho comum. Conforme o comandante, só um atirou com a arma de fogo, que está com numeração raspada. "Vamos analisar câmeras, perícia técnica, foi feita a reconstituição com funcionários. A ação levou mais ou menos 10 minutos".
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