MPF discute soluções do “Minha Casa Minha Vida” em Matriz de Camaragibe
Município se comprometeu em adotar providências para dar celeridade à conclusão e entrega das unidades residenciais
Para discutir suposto descaso do município de Matriz de Camaragibe (AL) com obras de construção do Programa Minha Casa Minha Vida, o Ministério Público Federal (MPF) em Alagoas participou de uma reunião com o prefeito e uma procuradora municipal, no último dia 12, segunda-feira. Coordenada pela procuradora da República Niedja Kaspary, a reunião faz parte do inquérito civil nº 1.11.000.000433/2019-44, instaurado após denúncia cadastrada junto ao órgão.
Na ocasião, a representante do município explicou que, diferente do que foi informado pelo denunciante – advogado do Movimento Social Frente Nacional de Luta –, a responsabilidade pelas obras não é da prefeitura de Matriz de Camaragibe e sim do Banco Paulista, em razão do pactuado em Termo de Acordo e Compromisso – TAC.
De acordo com o Município, as informações mencionadas constam na Ação de Reintegração de Posse (nº 0700097-92.2019.8.02.0023), em trâmite na Vara do Único Ofício de Matriz de Camaragibe/AL, que foi ajuizada em decorrência da ocupação ilegal de 46 unidades habitacionais, as quais já possuem os beneficiários escolhidos, de acordo com critérios predefinidos. Segundo o depoimento, tais invasores seriam pessoas vinculadas ao Movimento Social Frente Nacional de Luta.
Em ofício encaminhado ao MPF/AL, a prefeitura ainda informa que a obra se encontra na fase de conclusão da infraestrutura interna, consistente no acabamento das unidades habitacionais. E que, no intuito de dar agilidade a sua conclusão, está em tratativa junto ao Governo de Alagoas a fim de “garantir sustentabilidade social, econômica e ambiental aos munícipes envolvidos”.
Encaminhamentos - Encerrados os esclarecimentos, a representante do Ministério Público Federal concluiu por alguns encaminhamentos à prefeitura de Matriz de Camaragibe.
O município se comprometeu em levantar informações – junto ao Ministério do Desenvolvimento Regional, o qual absorveu o Ministério das Cidades – acerca dos recursos destinados e do instrumento pactuado junto ao Banco Paulista para as construções. Bem como, encaminhar ao MPF/AL, assim que possível, cópia do documento oriundo do Estado de Alagoas, em resposta ao expedido pelo município, o qual solicita um pacto para a conclusão das unidades habitacionais.
Veja também
Últimas notícias
Jovens em cumprimento de medidas socioeducativas são capacitados para o primeiro emprego
Condenação passa de 23 anos em ação do MPAL contra esquema em Arapiraca
Alcolumbre mantém votação de quebra de sigilo de Lulinha por CPMI do INSS
Vereadores exigem punição rigorosa à Braskem e cobram indenizações justas para famílias afetadas pela mineração
Caminhão tomba em São José da Laje e motorista é socorrido com dores no braço e na costela
JHC inaugura primeiro Gigantinho bilíngue da história de Maceió
Vídeos e noticias mais lidas
Carlinhos Maia é condenado a pagar R$ 200 mil por piada sobre má-formação óssea
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
Indústria brasileira do setor alimentício terá fábrica em Rio Largo
