Prefeitos pedem médicos cubanos para municípios ao governador Renan Filho
Pedido foi feito nesta terça-feira
Preocupada com a situação das cidades alagoanas, que não têm como competir com a rede estadual e privada na contratação de médicos, a Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) – protocolou nesta terça-feira (9) no gabinete Civil do Estado pedido ao governador Renan Filho (MDB) para a contratação temporária de médicos cubanos.
Os prefeitos alagoanos querem que Alagoas siga o que foi feito no Pará para garantir atendimento à população. No Estado do Norte brasileiro, o governo anunciou que 86 médicos cubanos vão reforçar o atendimento a pacientes contaminados pelo novo coronavírus. A decisão foi tomada após parecer favorável dado pela Procuradoria-Geral do Estado, que traçou orientações técnicas para as contratações.
De acordo com a presidente da AMA, Pauline Pereira, a dificuldade de contratação de médicos é grande e os valores de plantões praticamente dobraram impedindo aos municípios de competir com a rede estadual e particular. O valor para plantão de 24 horas pago antes da pandemia que era de R$ 2.600,00 está custando hoje, em média, R$ 4.500,00.
Em Alagoas, 35 profissionais cubanos não regressaram e podem ajudar à população das cidades. A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) também está apresentando aos deputados federais a minuta de um projeto de lei autorização legal para a contratação de profissionais médicos que participaram do Programa Mais Médicos ou do novo Programa Médicos pelo Brasil de forma direta pelos Municípios.
Diante do atual cenário de enfrentamento a pandemia pela Covid-19, a “porta de entrada” e linha de frente no atendimento aos suspeitos e vítimas do novo coronavírus são as Unidades Básicas de Saúde (UBS), Unidades de Saúde da Família (USF) e Unidades de Pronto atendimento (UPA), as quais se encontram em sua maioria sob gestão municipal. O déficit e as dificuldades para contratação e fixação de profissionais médicos nos pequenos e médios municípios, e aqueles mais distantes dos grandes centros urbanos, é uma realidade que precisa ser enfrentada.
Segundo a presidente da AMA, muitos gestores devem oficializar ao Ministério Público a situação nas cidades, tendo em vista que hospitais e municípios passarão por dificuldades em manter a estrutura de saúde em funcionamento com falta de médicos.
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