MPAL investiga vacinação irregular de ex-prefeito de Cajueiro no Passo de Camaragibe
Ex-prefeito de Cajueiro está sendo investigado de ter tomado a vacina irregularmente na cidade litorânea
O Ministério Público de Alagoas (MPAL) está investigando uma possível aplicação irregular da vacinação contra o novo coronavírus no município do Passo de Camaragibe. O suspeito de furar a fila na cidade litorânea é o ex-prefeito de Cajueiro, Antônio Palmery Melo Neto. A informação foi publicada na edição desta segunda-feira (10) do Diário Oficial do órgão.
O MPAL investiga a informação da Secretaria Municipal de Saúde do Passo de Camaragibe da aplicação da vacina contra a Covid-19 no dia 23 de março de 2021 a Antônio Palmery Melo Neto. A investigação está sendo feita por meio do promotor Ary de Medeiros Lages Filho.
O Ministério Público cita na investigação que a princípio, o ex-prefeito de Cajueiro não se enquadra em nenhuma das hipóteses permitidas para aplicação da vacina seja pela questão etária, seja profissional assim como não é munícipe do Passo de Camaragibe.
“Existem duas situações graves nesse sentido, a primeira é o descumprimento do plano de vacinação, atropelando as prioridades. Há muita gente sob expectativa, querendo tomar a vacina, e têm de aguardar, porque há critérios. Em segundo lugar, o cidadão não reside na cidade, não poderia jamais se beneficiar com dose da vacina que deveria ser aplicada, exclusivamente, em um munícipe. Então, instaurei inquérito civil para averiguar o que ocorreu, de fato, caso comprovado, o Ministério Público adotará as medidas cabíveis”, afirma o promotor.
Ary de Medeiros Lages Filho decidiu autuar como inquérito civil sobre o caso. O Ministério Público requisita que se agende datas para oitivas das testemunhas/investigados necessários para elucidação dos fatos objeto do inquérito civil.
O 7Segundos não conseguiu contato com o ex-prefeito Antônio Palmery Melo Neto. A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da Prefeitura do Passo de Camaragibe para se pronunciar sobre o caso, mas até a publicação dessa matéria não houve respostas.
Confira o vídeo do promotor: