Estudo da USP aponta quais máscaras protegem melhor contra a Covid-19
Os óbitos caíram 16% do início da imunização no Brasil até a primeira semana de abril.
Um estudo do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), publicado recentemente no periódico científico Aerosol Sciente and Technology, testou a eficiência de 227 modelos de máscaras encontradas em lojas e farmácias em todo Brasil.
O laboratório de Física Atmosférica tem equipamentos capazes de medir partículas minúsculas em suspensão na atmosfera. A partir daí, utilizaram uma solução de cloreto de sódio (sal), partículas de aerossol de tamanho semelhante às que carregam o coronavírus no ar e testaram a capacidade das máscaras em reter essas micropartículas.
“Queremos deixar muito claro que, embora algumas máscaras sejam mais eficientes do que outras, o uso de máscaras é essencial, qualquer que seja”, disse o físico Fernando Morais à BBC News Brasil.
++ Covid: taxa de transmissão no Brasil volta a subir
PFF-2
Em primeiro lugar, com a maior proteção, está a máscara PFF-2 (equivalente à N-95), modelo profissional que retém em torno de 98% de partículas, segundo o estudo da USP.
Máscaras cirúrgicas
Em segundo lugar ficaram as máscaras cirúrgicas, que filtratam cerca de 89% das micropartículas. Além da boa filtragem, esse tipo de máscara é elogiada por Fernando Morais por não dificultar a respiração e por ter o clipe nasal que permite um ajuste melhor ao rosto.
Máscaras de TNT
Em seguida, estão as máscaras feitas de TNT (polipropileno, um tipo de plástico), que oferecem uma proteção entre 87% e 78%. No entanto, a escolha da máscara deve ser bem feita.
“Fica o alerta de que alguns tecidos de TNT não são muito uniformes: têm partes mais escuras e mais clarinhas, o que significa que há menos material ali (e pode haver brechas para partículas de vírus passarem). Você pode observar isso se olhar as máscaras contra a luz”, explica o físico Morais.
Máscaras de tecido
Em último lugar ficaram as máscaras de tecido, as mais comuns no país e mais facilmente fabricadas. O ponto principal é que elas são pouco eficientes em reter o vírus. No experimento, a filtragem média do algodão foi de 40%, o que significa que deixaram passar 60% das nanopartículas.
Além disso, o estudo encontrou uma grande disparidade: algumas chegaram a filtrar 70% e outras, apenas 15%. Para ter a melhor filtragem possível, os cientistas recomendam máscaras de tecido de três camadas.
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