TSE mantém proibição de lives eleitorais de Bolsonaro no Alvorada
Justiça negou recurso da campanha do presidente para liberar transmissões
O ministro Benedito Gonçalves, corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou o recurso do presidente Jair Bolsonaro para derrubar a decisão liminar que o proibiu de promover transmissões ao vivo de campanha dos palácios do Planalto e da Alvorada.
Ele refutou os argumentos da defesa de Bolsonaro de que a proibição violaria a privacidade do presidente. Gonçalves assinalou que a medida trata "da destinação do bem público para a prática de ato de propaganda explícita, com pedido de votos para si e terceiros, veiculados por canais oficiais do candidato registrados no TSE".
A decisão é deste domingo (25), e foi publicada na mesma hora em que o presidente promovia uma live. Ele não anunciou de onde fazia a transmissão, mas ironizou as decisões da justiça eleitoral.
No recurso contra a liminar, a defesa de Bolsonaro argumentou que o Alvorada é a casa do presidente "por força do ordenamento pátrio em vigor", e que, nesse ponto, não se diferencia da residência dos outros candidatos.
"A questão envolve a segurança do Presidente, que não pode ser impelido a realizar a live de um espaço público, como uma lan house ou o Parque da Cidade", alegam os advogados. "A live voltada para as eleições, transmitida pelo canal pessoal do candidato não pode ser reputada um desvirtuamento de transmissões oficiais".
A decisão anterior atende a uma ação do PDT que ingressou com a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) em que alega que Bolsonaro promoveria abuso de poder político ao utilizar as dependências dos prédios públicos para promover a própria candidatura à reeleição.
O partido pediu a suspensão das transmissões nesses ambientes. Na semana passada, Gonçalves já havia se manifestado sobre a questão, e intimou que Bolsonaro parasse de realizar as lives de cunho eleitoral nessas condições.
O presidente também ficou proibido de pedir votos a aliados nessas lives em prédios oficiais ou de se valer dos serviços de tradução de libras pagos pelo Estado. Trechos cortados dessas gravações também deveriam ser removidos das redes sociais e da propaganda eleitoral.
Veja também
Últimas notícias
Carro capota após colisão em cruzamento no Conjunto Maceió I, na parte alta da cidade
Homem morre após colisão entre carro e carreta na BR-101, em Novo Lino
Fabrício Faustino reúne mais de 3 mil pessoas em festa inédita do Dia das Mães em Paulo Jacinto
Sem filtro e sem IA: nascer do sol no rio Madeira impressiona pelas cores vibrantes
Idosa se ajoelha para tentar impedir máquina de entrar em fazenda para obra de duplicação da GO-330
Criança de 11 anos é mordida por tubarão em praia de Pernambuco
Vídeos e noticias mais lidas
Jovem é expulso após ser flagrado se masturbando dentro de academia de Arapiraca
Prefeitura anuncia inauguração da avenida Senador Benedito de Lira com Raí Saia Rodada
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
Mototaxista é assassinado a tiros em São Luís do Quitunde
