PIX completa três anos e dinamiza economia de Maragogi
Modalidade de transação se consolidou em todo o Brasil e muda a relação de consumo na cidade do Litoral Norte de Alagoas
O PIX completou três anos de implantação no Brasil nesta quinta-feira (16) e a modalidade de transação se consolidou em todo o país e de acordo com o Banco Central (BC), todo mês, pelo menos 110 milhões de brasileiros usam o meio para fazer transações. Em Maragogi, no Litoral Norte de Alagoas, o PIX dinamizou a economia e mudou a relação de consumo na Capital da Costa dos Corais.
Maragogi é o segundo polo turístico do Estado e possui o 10º Maior Produto Interno Bruto (PIB) de Alagoas e o PIX vem sendo uma ferramenta fundamental para a economia na cidade litorânea. Com o uso de PIX, caíram as transações por cartão de crédito e débito, cheque, boletos, dinheiro em espécie e até as vendas fiado.
O PIX não favoreceu apenas os grandes e médios negócio, o pequeno comerciante também aderiu ao modelo, como é o caso da Shirley Rodrigues, de 47 anos de idade, que vende macaxeira no Centro de Maragogi. “Faz um ano que vendo macaxeira aqui na praça Santo Antônio. Quando comecei não tinha PIX e estava perdendo muitos clientes por falta de PIX e resolvi fazer e é muito bom. Uso as chaves do QR Code e email”, comunicou.
Shirley Rodrigues disse que perdeu dinheiro por não ter aderido ao PIX antes. “Passei quase seis meses lutando para não fazer o PIX, que eu achava que a turma podia roubar e eu vi que estava tendo muito prejuízo, perdendo muito dinheiro. Depois analisei e vi que o PIX é a melhor ideia e não tenho o que reclamar da modalidade. Hoje em dia recebo mais em PIX de que em dinheiro”, contou.
O senhor José Pereira dos Santos, de 68 anos, vende caldo de cana no Centro de Maragogi. Ele é analfabeto e teve que aderir ao PIX. “Hoje eu trabalho com PIX no nome da minha nora. Faz dois meses que comecei a receber por PIX e notei a diferença. Eu deixei de perder clientes quando botei o PIX. O cliente chegava perguntava se tinha PIX, eu não tinha, e o cliente ia embora”, relatou. Ano passado, quando o PIX completou dois anos, ele foi entrevistado pelo 7Segundos e na reportagem ele relatou que estava tendo muito prejuízo por não aderir.
A consumidora Lauana Oliveira, de 27 anos, usa PIX com frequência, mas ainda é um pouco cautelosa. “Hoje há uma grande facilidade em pagamentos onde hoje quase ninguém anda com dinheiro porque até um vendedor de pipocas aceita PIX. Facilitou muito, mas temos que usar com moderação porque não sabemos quando o golpe virar contra nós”, disse.
O senhor David Andrade, de 61 anos, demorou para aderir, mas hoje acha o melhor meio. “Eu demorei para me atualizar, mas hoje faço praticamente tudo pelo PIX: abastecer, comprar alimentos... É uma a uma benção para os netos ou filho eu mando por PIX. Facilitou muito essa coisa deu certo”, frisou.
Números do PIX
Segundo o Banco Central, até o dia 31 de outubro desse ano, o PIX movimentou R$ 29,7 trilhões em 66,5 bilhões de transações, de acordo com a autoridade monetária, e se consolidou como a forma de pagamento mais utilizada pelo brasileiro — isso representa uma média de R$ 27,5 milhões movimentados por dia.

Com apuração de Isac Silva*
Veja também
Últimas notícias
JHC visita Delmiro Gouveia e se reúne com ex-prefeito Lula Cabeleira
'Preciso dele feliz', diz Vorcaro sobre imóvel para ex-presidente do BRB
Casa de irmão do papa Leão XIV é alvo de ameaça de bomba nos Estados Unidos
PGR pede ao Supremo retorno de Monique Medeiros à prisão
Governo de AL inaugura sala do Programa Saúde Até Você Digital em Junqueiro
Professor é preso suspeito de pedofilia durante operação do MP em Murici
Vídeos e noticias mais lidas
Mistério em Arapiraca: saiba quem era o empresário morto a tiros em condomínio
Cunhado de vereador é encontrado morto a tiros dentro de condomínio em Arapiraca
Creche em Arapiraca homenageia Helena Tereza dos Santos, matriarca do Grupo Coringa
Ciclista morre após ser atingida por carro e ser atropelada por caminhão em Arapiraca
