STF decide que parentes podem chefiar Executivo e Legislativo locais de forma simultânea
Na ação, o PSB afirma que é cada vez mais comum, especialmente em âmbito municipal, que pai e filho ocupem cargos
O Supremo Tribunal Federal decidiu, nesta quarta-feira (5), que parentes até segundo grau podem ocupar, simultaneamente, cargos de chefia dos Poderes Legislativo e Executivo da mesma unidade federativa. Os ministros rejeitaram uma ação que queria impedir que parentes próximos de governadores e prefeitos ocupem, igualmente, a Assembleia Legislativa e a Câmara de Vereadores.
Na sessão do dia 29 de maio, a ministra Cármen Lúcia apresentou o relatório, e os representantes do Partido Socialista Brasileiro (PSB), autor da ação, e do Senado Federal, interessado no processo, apresentaram seus argumentos. A ação estava no Plenário Virtual, mas o julgamento foi suspenso por pedido de destaque para ser reiniciado em sessão presencial.
Na ação, o PSB afirma que é cada vez mais comum, especialmente em âmbito municipal, que pai e filho ocupem, simultaneamente, a presidência da Casa Legislativa e a prefeitura municipal ou o governo estadual, “o que não coaduna com os princípios democráticos e republicanos, e muito menos com a separação dos poderes e o pluralismo político constitucionalmente garantidos”.
Na sessão desta quarta-feira (5), a ministra Cármen Lúcia votou para rejeitar a ação. A ministra foi acompanhada pelos ministros Cristiano Zanin, Nunes Marques, Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso. Ficaram vencidos ministros Flávio Dino, André Mendonça, Edson Fachin e Dias Toffoli.
O ministro Flávio Dino teve um entendimento diferente e votou para proibir a ocupação dos cargos por parentes. Para ele, o nepotismo pode ser considerado como corrupção.
“O cônjuge, ou companheiro, e os parentes consanguíneos ou afins até o 2º grau ou por adoção, do chefe do Poder Executivo, ficam impedidos de ocupar o cargo do chefe de Poder Legislativo, do mesmo ente federativo, em respeito ao princípio da separação de poderes”, disse ao apresentar uma tese, um entendimento a ser fixado. Dino foi acompanhado apenas pelos ministros André Mendonça, Edson Fachin e Dias Toffoli.
Veja também
Últimas notícias
Ator Rui Rezende, de 'Roque Santeiro', morre aos 88 anos no Rio de Janeiro
Revalida 2026/1: divulgado resultado final da primeira etapa do exame
IBGE inicia coleta da Pesquisa Nacional de Saúde 2026
Inmet emite alerta de baixa umidade para 16 municípios de Alagoas nesta segunda (13)
Após 26 anos, concurso da Guarda Municipal reúne quase 15 mil candidatos em Maceió
Mais de 10 mil pessoas acompanham Renan Filho e Cícero Cavalcante em caminhada histórica
Vídeos e noticias mais lidas
Lojas Mix Mateus em Alagoas passarão a operar com a bandeira Novo Atacarejo
Governo de Alagoas entrega restauração da rodovia AL-105 em julho
Nova lei reorganiza efetivo da PM de Alagoas; entenda o que muda
Duas lojas anunciam encerramento das atividades no Centro de Arapiraca
