Nunes Marques nega pedido do União Brasil para cassar mandato de Chiquinho Brazão
Partido comparou expulsão com infidelidade partidária
O ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Nunes Marques rejeitou, na terça-feira (1°), uma ação do União Brasil que pedia a cassação do mandato do deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ) por infidelidade partidária. Em março deste ano, o parlamentar foi expulso do partido, após ser preso sob acusação de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista, Anderson Gomes.
Atualmente, Brazão é réu no STF (Supremo Tribunal Federal) e teve o mandato cassado pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Contudo, falta ainda o aval do plenário da Casa, que deve analisar o processo apenas após as eleições municipais, a partir da próxima semana.
Em sua decisão, Marques considerou que o processo do partido é destinado apenas nos casos em que a saída do político aconteceu por vontade própria, não por expulsão – como no caso de Brazão.
“A infidelidade partidária, no contexto específico da perda de mandato, é caracterizada pelo desligamento sem justa causa por iniciativa do filiado. Não dá azo à ação de perda do cargo o rompimento do vínculo partidário resultante de expulsão promovida pela própria agremiação”, justificou o ministro do TSE.
“Apesar da relevância dos argumentos trazidos pelo representante, eles não são suficientes para ensejar a revisão da jurisprudência desta Corte Superior e deflagrar, tal como pretendido, a instauração do processo de perda de mandato eletivo por infidelidade partidária”, continuou.
MPE eleitoral foi contra pedido do União Brasil
Este ano, o MPE (Ministério Público Eleitoral) manifestou ao TSE ser contrário à ação, citando que já tramitava na Câmara um processo para cassar o mandato do deputado carioca. “É a instituição de Poder competente para decidir o destino do mandato do parlamentar, uma vez que a questão, na seara dos direitos políticos, versa conduta incompatível com o decoro parlamentar”, sustentou o órgão.
Na ação endereçada ao TSE, o União usa argumentos sobre uma consequência indireta da acusação da Polícia Federal (PF) contra o deputado na investigação do caso Marielle que, na visão da legenda, resultou em infidelidade partidária.
“A gravidade das acusações é tal que atentam não apenas contra os princípios fundamentais da República, mas também contra os valores intrínsecos ao União Brasil, partido que tem como um de seus pilares a defesa da democracia e do regime do Estado de Direito”, sustentou a legenda à Corte Eleitoral um mês depois de expulsá-lo.
Conforme o União Brasil, a permanência de Brazão como deputado “poderia prejudicar a confiança pública no sistema político, que depende de figuras públicas que não apenas professam, mas também praticam os princípios éticos e democráticos”.
Mas, para o MPE, o TSE possui um entendimento consolidado de que não é cabível a perda do mandato por infidelidade partidária nos casos de expulsão do parlamentar filiado por decisão do partido, como no caso de Brazão.
Caso o deputado perca o posto, a vaga continuaria com o União Brasil, pois o suplente de Brazão é Ricardo Abrão, filiado ao partido. Abrão é sobrinho do bicheiro Aniz Abraão David, ex-secretário especial de ação comunitária da Prefeitura do Rio de Janeiro.
Veja também
Últimas notícias
Vereadora que defende causa animal recebe caixa com cachorro morto
Confira os números da Lotofácil 3729 sorteados hoje (7/7)
Francisco Sales cobra mudança na saúde e critica gestão estadual
Rio Largo inicia entrega do maior fardamento escolar da sua história
AMA e Focuarte discutem ações para fortalecer a cultura nos municípios
Prefeitura promove sessão especial de cinema para 500 crianças atendidas pelo SCFV
Vídeos e noticias mais lidas
Lojas Mix Mateus em Alagoas passarão a operar com a bandeira Novo Atacarejo
Governo de Alagoas entrega restauração da rodovia AL-105 em julho
Corpo é encontrado em estado de decomposição em Teotônio Vilela
Duas lojas anunciam encerramento das atividades no Centro de Arapiraca
