Polícia suspeita que corpo de Ana Beatriz foi escondido em armário após buscas
Polícia trabalha com a hipótese de que uma segunda pessoa possa ter colaborado para ocultar o corpo
Durante coletiva de imprensa, realizada nesta terça-feira (15), a Polícia Civil de Alagoas e o Corpo de Bombeiros revelaram detalhes da dinâmica do crime envolvendo a morte da bebê Ana Beatriz. A mãe, Eduarda Silva de Oliveira, de 22 anos, confessou ter matado a filha por asfixia devido ao choro constante da criança.
O Tenente Ascânio, do Corpo de Bombeiros, levantou a hipótese de que o corpo da bebê não estava na residência durante as primeiras buscas e que ele possa ter sido colocado no local posteriormente.
“Depois de três horas de varredura, fomos almoçar. Durante o almoço, fomos informados que tinham encontrado a pequena Beatriz, que a mãe já teria indicado onde estava o corpo. Fiquei surpreso, pois eu e minha equipe estivemos exatamente no local onde ela foi encontrada e não havia nada ali. Vasculhamos tudo, inclusive com o auxílio da cadela farejadora, e não havia sinal algum de corpo ou odor”, relatou o oficial, que tem 34 anos de experiência na corporação.
O delegado Igor Diego reforçou o estranhamento em relação ao local onde o corpo foi encontrado. “A casa é muito pequena e foi minuciosamente vasculhada por equipes da Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, pelo secretário de Segurança, por mim e por outros agentes. Todos os espaços foram examinados: geladeira, freezer, fogão, armários. Nada foi encontrado nos primeiros dias”, disse.
Segundo o delegado, a cadela do Corpo de Bombeiros chegou a se ferir durante as buscas, cortando a pata em um vidro. “Inclusive, havia sangue no local onde o corpo foi achado, mas os exames comprovaram que era sangue do animal, não humano. Essa conclusão foi confirmada pelo perito José Veras”, explicou.
A polícia trabalha com a hipótese de que uma segunda pessoa possa ter colaborado para ocultar o corpo e que ele tenha sido colocado na residência posteriormente, com o intuito de simular uma descoberta espontânea. “Não estamos tratando com achismos. São hipóteses que estão sendo analisadas com base em evidências. A perícia continua sendo fundamental para esclarecer os detalhes”, concluiu o delegado.
*Estagiário sob supervisão
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